Caco Da Rosa - Conta de luz tem maior impacto na inflação do mês de julho
Menu

Jornalismo (49) 99111-4055

Anuncie no Portal (49) 99117-4389

Previsão do Tempo 28/07/2026 | 09:30

Geral

Conta de luz tem maior impacto na inflação do mês de julho

Publicado em 12/08/2025 ás14:55

Imagem ilustrativa

Foto: Imagem ilustrativa

A alta na conta de luz pressionou a inflação oficial em julho, fazendo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechar o mês com alta de 0,26%, acima dos 0,24% registrados em maio. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por outro lado, o recuo no preço dos alimentos ajudou a conter o avanço do índice. Em julho do ano passado, a taxa havia ficado em 0,38%.

Com o resultado, o IPCA acumula 5,23% nos últimos 12 meses — acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5% (centro em 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos). A taxa está acima do limite desde setembro de 2024 (4,42%). Em abril deste ano, chegou a 5,53%, o maior patamar recente. O acumulado em julho, porém, recuou em relação aos 5,35% registrados até junho.

Energia elétrica: principal vilã

A energia elétrica residencial subiu 3,04% no mês, representando o maior impacto individual no IPCA: 0,12 ponto percentual. Isso fez o grupo habitação avançar 0,91%, com peso de 0,14 p.p. no índice geral.

A alta foi causada principalmente pela cobrança da bandeira tarifária vermelha patamar 1, adotada pelo governo para custear o acionamento de usinas termelétricas em períodos de baixa nos reservatórios das hidrelétricas. A taxa extra, de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, vigorou em junho e julho.

Reajustes nas tarifas de São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro também influenciaram o índice nacional. Segundo o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, sem o efeito da conta de luz o IPCA de julho teria fechado em 0,15%.

De janeiro a julho, a energia elétrica residencial acumula alta de 10,18%, o maior avanço para o período desde 2018, quando chegou a 13,78%.

Alimentos ajudam a conter a inflação

O grupo alimentação e bebidas registrou queda de 0,27% em julho, reduzindo o IPCA em 0,06 p.p. e registrando o maior recuo desde agosto de 2024 (-0,44%). O resultado foi puxado pela alimentação no domicílio (-0,69%), com destaque para batata-inglesa (-20,27%), cebola (-13,26%) e arroz (-2,89%).

Se não fosse a queda dos alimentos, o IPCA teria sido de 0,41% no mês.

Outros grupos

Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, três tiveram deflação em julho:

  • Alimentação e bebidas: -0,27%

  • Vestuário: -0,54%

  • Comunicação: -0,09%

Os demais registraram alta:

  • Habitação: 0,91%

  • Artigos de residência: 0,09%

  • Transportes: 0,35%

  • Saúde e cuidados pessoais: 0,45%

  • Despesas pessoais: 0,76%

  • Educação: 0,02%

No grupo transportes, as passagens aéreas subiram 19,92% por conta da maior demanda nas férias escolares, sendo o segundo item que mais pressionou a inflação no mês, atrás apenas da conta de luz.

Já os combustíveis tiveram queda pelo quarto mês seguido (-0,64%), com recuo de 0,51% na gasolina, que tem grande peso na cesta de consumo das famílias.

No grupo despesas pessoais, o destaque foi a alta de 11,17% nos jogos de azar, reflexo do reajuste das loterias, que representou o terceiro maior impacto individual no IPCA.

 

Fonte: Agência Brasil

Participe de nosso
Grupo no WhatsApp

Mais Acessadas

X