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Saúde

Santa Catarina confirma 16 mortes e mais de 26 mil casos prováveis de dengue

Publicado em 14/08/2025 ás16:00

Pixabay

Foto: Pixabay

Santa Catarina já registrou neste ano 51.651 focos do mosquito Aedes aegypti em 260 municípios. No mesmo período, houve 113.527 notificações de dengue, das quais 26.934 foram classificadas como casos prováveis. Os dados constam no Informe Epidemiológico nº 13 da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que reúne informações até 11 de agosto.

Até agora, 16 mortes por dengue foram confirmadas no estado, enquanto outros cinco óbitos seguem em investigação pelas secretarias municipais de Saúde, com apoio da SES. Dos 295 municípios catarinenses, 182 são considerados infestados pelo mosquito.

“Nas últimas semanas, houve uma redução importante nos casos de dengue, associada ao inverno mais rigoroso e às ações realizadas pela Secretaria de Estado e pelos municípios. De qualquer forma, é fundamental manter as medidas preventivas para evitar o aumento dos casos quando as condições climáticas forem favoráveis”, destacou João Augusto Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica.

Casos de chikungunya em alta

O levantamento também aponta 2.541 notificações de chikungunya em Santa Catarina, sendo 835 casos prováveis e 666 confirmados. Em comparação ao mesmo período de 2024, quando houve 123 casos prováveis, o aumento é de 578,9%. O número de mortes permanece em quatro.

Transmitida pelo mesmo vetor da dengue, a chikungunya provoca febre alta, dores intensas nas articulações, dores musculares e de cabeça, cansaço extremo e manchas vermelhas na pele. Em casos graves, pode levar à internação e até ao óbito, especialmente entre idosos e pessoas com doenças pré-existentes.

Ações para eliminar o mosquito

A SES mantém ações de prevenção e combate, mas reforça que a participação da população é decisiva para conter a propagação das arboviroses. Entre as medidas recomendadas estão:

  • Evitar o acúmulo de água da chuva em recipientes como pneus, tampas de garrafas, latas e copos;

  • Não acumular materiais descartáveis sem uso em terrenos ou pátios;

  • Tratar piscinas com cloro regularmente ou esvaziá-las completamente se não estiverem em uso;

  • Manter lagos e tanques limpos ou criar peixes que se alimentem de larvas;

  • Lavar semanalmente, com escova e sabão, as vasilhas de água e comida de animais;

  • Colocar areia nos pratinhos de plantas e retirar água acumulada em folhas duas vezes por semana;

  • Manter lixeiras tampadas, evitar acúmulo de entulho e guardar pneus em local seco e coberto.

Fonte: Ascom/SES

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