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Publicado em 17/09/2025 ás19:00
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros da economia (Selic) em 15%. O anúncio foi feito no início da noite desta quarta-feira (17), após uma reunião de dois dias entre o presidente do Banco Central (BC) e seus diretores.
No comunicado oficial, o Copom justificou a manutenção da Selic pela incerteza do ambiente externo, “em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos”, que, segundo o comitê, exige cautela “por parte de países emergentes em um cenário marcado por tensão geopolítica”.
O comitê também destacou o contexto doméstico. Segundo o Copom, os indicadores de atividade econômica mostram “moderação no crescimento”, apesar do “dinamismo” do mercado de trabalho, e a inflação permanece acima da meta.
“As expectativas de inflação para 2025 e 2026, apuradas pela pesquisa Focus, permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,8% e 4,3%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o primeiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, é de 3,4% no cenário de referência”, afirma a nota.
Na reunião anterior, nos dias 29 e 30 de julho, o Copom já havia interrompido o ciclo de alta da Selic, mantendo a taxa em 15% ao ano. Na ocasião, o comitê destacou que o ambiente externo se tornava mais adverso devido às políticas comerciais e fiscais adotadas pelos Estados Unidos.
As decisões do Copom levam em conta a situação inflacionária, as contas públicas, a atividade econômica e o cenário externo, com base na avaliação do cenário macroeconômico e dos principais riscos associados. As atas das reuniões são publicadas em até quatro dias úteis. Esta foi a sexta reunião do ano, e a taxa Selic permanece válida pelos próximos 45 dias, até a próxima reunião do comitê.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que impacta os preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança.
Os bancos, no entanto, consideram outros fatores ao definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Assim, taxas de juros mais altas podem dificultar a expansão da economia. Por outro lado, quando a Selic é reduzida, o crédito tende a ficar mais barato, estimulando a produção e o consumo, embora o controle da inflação se torne mais desafiador.
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