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Previsão do Tempo 24/06/2026 | 17:53
Publicado em 18/09/2025 ás10:45
A partir de agora, os cidadãos brasileiros contarão com um novo Cartão Nacional de Saúde, que passa a exibir nome e CPF, substituindo o número do antigo Cartão Nacional de Saúde (CNS). A novidade, assim como o cronograma de implementação, foi apresentada na terça-feira (16) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck. Com a iniciativa, a previsão é que 111 milhões de cadastros sejam inativados até abril de 2026. Desde julho, 54 milhões de registros sem CPF já foram suspensos. Pacientes sem CPF continuam sendo atendidos normalmente no Sistema Único de Saúde (SUS).
Para viabilizar a unificação, o Ministério da Saúde iniciou em julho de 2025 o processo de limpeza do Cadsus, a base de cadastros de usuários do SUS. Desde então, o número de registros ativos passou de 340 milhões para 286,8 milhões. Desse total, 246 milhões já estão vinculados ao CPF, enquanto 40,8 milhões permanecem sem CPF, em fase de análise para inativação. O processo também abrange cadastros inconsistentes ou duplicados.
“Estamos dando um passo decisivo rumo a uma revolução tecnológica no SUS, ao adotar o CPF como identificador único dos cidadãos. Essa mudança estrutural prepara o presente e o futuro do sistema, tornando-o ainda mais referência internacional”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo ele, a medida garante maior eficiência e segurança, combate desperdícios, integra dados e aprimora o planejamento das políticas públicas de saúde. Além disso, fortalece a produção de conhecimento e pesquisa ao possibilitar o cruzamento com outros bancos de dados governamentais.
O Ministério da Saúde estima que cerca de 11 milhões de registros serão inativados por mês, totalizando 111 milhões até abril de 2026. A meta é que, ao final do processo, a base do Cadsus corresponda ao total de CPFs ativos na Receita Federal: 228,9 milhões.
“Hoje consolidamos um processo histórico iniciado em 2023. A saúde é um exemplo de integração federativa e demonstra como a maturidade institucional permite avançar em soluções digitais em parceria com estados e municípios. Adotar o CPF como identificador único fortalece a cidadania, oferecendo mais segurança e confiabilidade”, destacou a ministra Esther Dweck.
Ela também ressaltou que está sendo estruturada uma infraestrutura nacional de dados que integra saúde, educação, assistência social, trabalho e renda. “O objetivo é ter um Estado digital, inclusivo, confiável, eficiente e resiliente, preparado para servir melhor hoje e transformar o futuro com responsabilidade”, completou.
A mudança facilita a continuidade do cuidado em diferentes serviços de saúde e aumenta a transparência do sistema. Com menos números para memorizar, a população terá benefícios práticos. Por exemplo, uma mãe poderá levar apenas o CPF do filho para vaciná-lo e acessar todo o histórico de vacinas diretamente no celular por meio da Caderneta Digital da Criança. Para os gestores, a integração de dados oferece bases mais seguras, permitindo avaliar políticas públicas com maior precisão e combater fraudes e duplicidades.
“Hoje é um dia histórico, que reforça o compromisso do governo federal em consolidar o CPF como identificador único e cadastro de cidadania. Esse avanço é fruto da integração entre a Receita Federal e o Ministério da Saúde”, destacou o secretário-adjunto da Receita Federal, Gustavo Manrique.
O avanço é possível graças à interoperabilidade entre o Cadsus e a base de CPFs da Receita Federal, que viabiliza o acesso a informações como histórico de vacinação e medicamentos garantidos pelo Programa Farmácia Popular no aplicativo Meu SUS Digital. A unificação facilitará ainda mais a integração com outros sistemas de saúde, ampliando os serviços e informações disponíveis para a população.
A novidade já está disponível no Cadsusweb, utilizado pelos gestores, e em breve também no Meu SUS Digital. Não é necessária a impressão do documento, que estará disponível em formato digital.
Para garantir o acesso universal ao SUS, foi criado um cadastro temporário para cidadãos sem CPF, válido por até um ano, atendendo situações em que a pessoa não consegue informar o CPF no momento do atendimento, como em emergências. Após a alta ou regularização, será exigida a inclusão do CPF e prova de vida.
Populações sem CPF, como estrangeiros, indígenas e ribeirinhos, continuarão identificadas pelo Cadastro Nacional de Saúde (CNS), que passa a ser considerado um registro secundário e complementar ao CPF.
Fonte: Agência Gov
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