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Condenado segundo réu que saiu do RS para traficar drogas em Joaçaba

Publicado em 25/09/2025 ás15:30

Apreensão da PM na Vila Cachoeirinha

Foto: Apreensão da PM na Vila Cachoeirinha

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em atuação conjunta com os órgãos de segurança, obteve mais uma condenação importante contra o tráfico de drogas em Joaçaba. Um homem, que havia se deslocado do Rio Grande do Sul para atuar no comércio ilícito na cidade, foi sentenciado a 24 anos, quatro meses e 29 dias de prisão pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas, além de porte e posse ilegal de armas de fogo, tanto de uso permitido quanto de uso restrito.

A mulher que atuava como sua parceira já havia sido condenada a 14 anos de reclusão pelos mesmos crimes e cumpre pena em regime fechado. Segundo a denúncia da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joaçaba, ambos usavam armas de fogo para intimidar traficantes menores e usuários de drogas inadimplentes.

As investigações apontaram ainda que o casal mantinha em depósito maconha, crack, ecstasy e haxixe para venda, sem qualquer autorização legal. O imóvel utilizado como ponto de armazenamento ficava no bairro Vila Cachoeirinha, conhecido pelo intenso comércio de drogas devido às condições geográficas e urbanísticas que dificultam a ação policial — o acesso se dá apenas por duas vias estreitas e não pavimentadas, além de vielas e corredores entre as casas.

O local foi descoberto pela Polícia Militar em 28 de julho de 2024, quando foram apreendidos quase um quilo de maconha, cerca de meio quilo de crack, 20 comprimidos de ecstasy, 48 gramas de haxixe, além de armas de fogo, munições, duas balanças de precisão, três celulares e anotações do tráfico.

Na ocasião, o homem conseguiu fugir e permaneceu foragido até janeiro deste ano. Nesse período, segundo as investigações, ele teria participado de um homicídio e ocultado o corpo, crime pelo qual ainda será julgado. Já a mulher foi presa em flagrante dentro da residência. Apenas dois dias antes, ela havia sido detida em Herval d’Oeste, também por tráfico de drogas, mas acabou solta na audiência de custódia por ser ré primária à época. Ela ainda responde a esse outro processo.

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