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Polícia

Família de Campos Novos comandava esquema milionário de jogo do bicho e lavagem de dinheiro

Publicado em 07/10/2025 ás10:15

Polícia Civil/Divulgação

Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil de Campos Novos concluiu nesta segunda-feira (6) o inquérito que deu origem à Operação Patriarca, indiciando uma família apontada como responsável por uma organização criminosa voltada à exploração do jogo do bicho, agiotagem e lavagem de capitais.

A investigação, iniciada em 2019, apurou que o grupo movimentou mais de R$ 24 milhões entre 2015 e 2023 por meio de contas bancárias próprias e de empresas de fachada, utilizadas para dissimular a origem de valores provenientes das atividades ilícitas.

Durante os seis anos de apuração, foram cumpridas diversas medidas cautelares, como quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático, interceptações telefônicas e diligências de campo, que permitiram identificar o funcionamento de uma organização criminosa de natureza familiar, chefiada por um homem com participação ativa da esposa e dos três filhos.

A operação foi deflagrada em maio, quando policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais ligados aos investigados em Campos Novos (SC) e Goiânia (GO). As ações resultaram na apreensão de veículos de luxo, dinheiro em espécie, máquinas de cartão, cheques, notas promissórias e grande quantidade de material vinculado ao jogo do bicho.

O relatório final aponta que os investigados mantinham há mais de uma década uma estrutura voltada à exploração de jogos ilegais, prática de agiotagem e lavagem de dinheiro, reinvestindo os lucros em imóveis e automóveis de alto valor. A apuração identificou as três fases do processo de lavagem: colocação, dissimulação e integração.

Como resultado, foram bloqueados R$ 8,34 milhões em contas bancárias, além do sequestro de 10 veículos e 11 imóveis, incluindo casas, apartamentos e terrenos registrados em nome dos investigados.

De acordo com o delegado regional Adriano Almeida, o inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público, que será responsável por analisar o caso e propor eventual ação penal.

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