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Região

Policial militar que matou idoso atropelado em Tangará irá a júri popular

Publicado em 22/10/2025 ás21:00

Imagem ilustrativa

Foto: Imagem ilustrativa

O policial militar que atropelou e matou um idoso no início do ano, em Tangará, será julgado pelo Tribunal do Júri. A decisão de pronúncia foi proferida na segunda-feira (20) pelo juiz Flavio Luis Dell’Antonio, que acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). 

De acordo com o magistrado, o caso configura crime doloso contra a vida, uma vez que há materialidade e indícios suficientes de autoria, sustentados por relatos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança e laudos periciais.

O policial foi denunciado pelo MPSC pelos crimes de homicídio qualificado, omissão de socorro e condução de veículo sob efeito de álcool ou substâncias psicoativas.

O acidente ocorreu na madrugada de 27 de janeiro, quando Antônio Martins, de 70 anos, foi atropelado por um Renault/Duster enquanto atravessava a faixa elevada de pedestres na Rua Francisco Nardi, próximo à antiga rodoviária municipal. Com o impacto, o idoso foi arremessado a 26,4 metros de distância. Ele chegou a ser socorrido pelos bombeiros e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Imagens do sistema de videomonitoramento mostram que o policial não reduziu a velocidade ao se aproximar da faixa e atingiu a vítima na pista contrária, freando por menos de um segundo no instante da colisão. Após o atropelamento, o acusado fugiu do local e, cerca de sete minutos depois, retornou. As imagens indicam que ele desceu do veículo e puxou o idoso pelo braço de forma brusca, sem os devidos cuidados de socorro. O policial também não acionou os bombeiros, que foram chamados por uma testemunha.

O agente que atendeu a ocorrência relatou que o acusado chorava e demonstrava preocupação com a vítima, mas se recusou a realizar o teste do bafômetro, mesmo apresentando sinais de embriaguez, como olhos vermelhos e fala arrastada.

A investigação revelou ainda que, antes do atropelamento, o policial havia estado em um bar e feito uma rápida saída até a entrada da cidade, retornando quatro minutos depois. Nesse mesmo intervalo, outro veículo — pertencente a um homem preso dias depois por tráfico de drogas — também entrou em Tangará. Conforme apurado, o policial teria transferido R$ 100 para esse suspeito, levantando a hipótese de uma possível transação relacionada a drogas.

O policial está preso desde o dia 14 de fevereiro e teve negado o pedido para recorrer em liberdade. A data do julgamento ainda será marcada.

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