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SC propõe criação do “Consórcio da Paz” em encontro de governadores no Rio de Janeiro

Publicado em 31/10/2025 ás08:30

Divulgação/Secom GOVSC

Foto: Divulgação/Secom GOVSC

O governador Jorginho Mello participou, nesta quinta-feira (30), no Rio de Janeiro, de um encontro que reuniu governadores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste para discutir uma ampla aliança nacional contra o crime organizado.

Durante a reunião, o governador catarinense defendeu que os estados tenham mais autonomia para enfrentar os desafios locais na área da segurança pública, com apoio financeiro da União. Jorginho também ofereceu o suporte de Santa Catarina ao Rio de Janeiro, destacando a necessidade de união em defesa da família brasileira.

Por sugestão de Jorginho Mello, os governadores decidiram criar o “Consórcio da Paz”, uma iniciativa que visa integrar esforços entre os estados no combate às facções criminosas. “O nosso objetivo é defender o cidadão de bem, o pai de família, o mais humilde, que está inseguro e com medo. Precisamos estar ao lado dessas pessoas. Em nome do povo de Santa Catarina, quero dizer que podem contar com a gente. Nossa polícia é uma das melhores do Brasil e está à disposição para ajudar a família brasileira onde quer que ela esteja”, afirmou o governador.

Jorginho ressaltou que o crime é “contagioso” e que a união de forças é fundamental para impedir sua expansão. Ele também defendeu que o Governo Federal concentre suas ações naquilo que é sua atribuição constitucional. “A União quer centralizar e igualar a resposta ao crime em um país desigual. Santa Catarina é o estado mais seguro do país e tem uma realidade diferente, assim como cada estado. O que precisamos é de um controle de fronteiras reforçado e recursos para equipar nossas forças de segurança”, reforçou.

O governador criticou ainda a política federal de desarmamento do cidadão, argumentando que o verdadeiro poder das organizações criminosas vem do armamento pesado que entra pelas fronteiras. “A realidade no Rio de Janeiro mostra que o poder do crime é medido pelo número de fuzis. Esse tipo de armamento não está nas mãos de CACs, ele chega por nossas fronteiras”, pontuou.

Entre as medidas discutidas no encontro estão o endurecimento da legislação contra facções criminosas — incluindo a tipificação de terrorismo e o bloqueio de bens — e o compartilhamento de informações e bancos de dados, como imagens de reconhecimento facial.

O comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Emerson Fernandes, e o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, também acompanharam o governador na reunião.

Monitoramento reforçado em Santa Catarina

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SC) e as forças de segurança catarinenses seguem monitorando os desdobramentos da megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro contra grupos criminosos. A atenção está voltada para uma possível tentativa de fuga de integrantes de facções em direção ao território catarinense.

Segundo o secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Flávio Graff, o monitoramento desses criminosos é constante e vem sendo intensificado nos últimos anos em razão da migração interestadual.

“Quando as pesquisas apontam Santa Catarina como o estado mais seguro do país, isso se refere às pessoas de bem, não aos criminosos. Realizamos um trabalho permanente de contenção das facções que tentam entrar no estado, atuando na identificação, no monitoramento e no combate, o que já resultou em diversas prisões, inclusive de integrantes do Comando Vermelho, alvo da operação no Rio. A situação em Santa Catarina está sob controle”, afirmou o coronel.

Graff destacou que a SSP-SC e as forças policiais estão preparadas para adotar medidas imediatas de contenção, garantindo a manutenção dos baixos índices de criminalidade. Ele também ressaltou o intercâmbio permanente entre Santa Catarina e as forças de segurança de outros estados, o que fortalece a atuação integrada e preventiva.

Polícia Militar reforça vigilância nas fronteiras

A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) mantém vigilância constante em conjunto com forças de segurança de outros estados. “Estamos em monitoramento contínuo nas fronteiras catarinenses, principalmente nas estradas vicinais, para evitar a entrada ou a fuga de criminosos para o estado”, explicou o comandante-geral, coronel Emerson Fernandes.

Polícia Civil intensifica ações de inteligência

A Polícia Civil de Santa Catarina vem atuando com foco na inteligência, monitorando e desarticulando grupos criminosos que tentam se estabelecer no estado.

“Nós realizamos operações constantes de inteligência, identificando facções com atuação em Santa Catarina, suas lideranças e movimentações. Também prendemos e transferimos criminosos para presídios de segurança máxima e regimes disciplinares mais duros”, destacou o delegado-geral Ulisses Gabriel.

Segundo ele, Santa Catarina mantém o controle total do seu território. “Aqui, o Estado está presente em todas as áreas, diferente do Rio de Janeiro, onde facções dominam territórios e exploram economicamente as comunidades”, comparou.

A Polícia Civil vem ampliando sua capacidade operacional, com investimentos que ultrapassam R$ 95 milhões, incluindo a criação do Cyber Laboratório de Investigação e a aquisição de 440 novos fuzis israelenses. “Atuamos contra todas as facções, bloqueando bilhões em patrimônio criminoso e enfraquecendo financeiramente essas organizações”, completou Ulisses Gabriel.

Sistema prisional sob controle

A Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social (Sejuri) e a Polícia Penal informaram que o sistema prisional catarinense segue sob controle e que há monitoramento constante para prevenir qualquer reflexo das ações criminosas ocorridas no Rio de Janeiro.

Mais rigor no combate ao crime organizado

O gabinete do governador Jorginho Mello recebeu a confirmação de que o Paraguai classificará oficialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida, que será formalizada por decreto do presidente paraguaio, Santiago Peña, reforça o combate às operações e às redes de financiamento dos grupos criminosos que atuam no país vizinho e têm conexões com o Brasil.

Fonte: Secom

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