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Previsão do Tempo 12/09/2026 | 23:22
Publicado em 31/10/2025 ás09:00
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou nesta sexta-feira (31) a Operação Nuremberg, com o objetivo de desmantelar um dos mais organizados e violentos grupos neonazistas em atividade no Brasil. O grupo é investigado por promover discursos de ódio, antissemitismo, apologia ao nazismo e planejar atos violentos em diferentes regiões do país.
Ao todo, estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Regional de Garantias de Criciúma e pela Vara Estadual das Organizações Criminosas. As ações ocorrem simultaneamente em quatro estados — Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Sergipe — com diligências nas cidades de São Paulo, Campinas, Taboão da Serra, Osasco, São José dos Pinhais, Curitiba, Araucária, Cocal do Sul, Jaraguá do Sul e Aracaju.

Durante as buscas, foram apreendidos materiais de apologia ao nazismo, além de armas brancas, como facas e um “soco inglês”.
Perfil e atuação dos investigados

As investigações apontam que o grupo é composto por pessoas de diferentes perfis profissionais e formações, o que demonstra a capacidade de disseminação da ideologia extremista em vários segmentos da sociedade. Parte dos investigados atuava na produção e divulgação de conteúdos de ódio em ambientes virtuais, utilizando perfis falsos e fóruns voltados à propagação de ideias supremacistas. A apuração também revelou um alto grau de organização e planejamento nas ações do grupo.
Estrutura e funcionamento

De acordo com o GAECO, os integrantes se autodenominavam skinheads neonazistas e realizavam encontros presenciais regulares para debater estratégias de disseminação da ideologia, recrutar novos membros e planejar confrontos com grupos rivais.
O símbolo do grupo é o “Sol Negro”, associado ao ocultismo nazista e à supremacia ariana, com um fuzil AK-47 no centro — representação que exalta a violência e o poder bélico como instrumentos ideológicos.
As investigações também identificaram uma estrutura hierárquica com fichas de ingresso, confecção de camisetas exclusivas e cobrança de mensalidades dos membros oficialmente “batizados”. Os recursos arrecadados eram utilizados para despesas internas, propaganda e manutenção das atividades do grupo.
Um ritual de “batismo” marcava a entrada de novos integrantes, reforçando o compromisso com a ideologia extremista e fortalecendo os laços de lealdade entre os participantes.
Ação conjunta entre estados

A Operação Nuremberg contou com o apoio dos Ministérios Públicos de São Paulo (CYBERGAECO), Sergipe (GAECO/SE), Paraná (GAECO/PR) e da Polícia Civil de São Paulo. A cooperação entre órgãos reforça o intercâmbio de informações e a atuação conjunta no combate ao extremismo e ao crime organizado.
Compromisso com a segurança pública
O Ministério Público de Santa Catarina reafirmou seu compromisso com a defesa da sociedade, destacando que discursos de ódio, antissemitismo e incitação à violência não serão tolerados. A operação representa um avanço no enfrentamento de ideologias extremistas e na responsabilização de seus articuladores.
Próximas etapas
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar todos os envolvidos e garantir sua responsabilização criminal. Os materiais apreendidos serão periciados pela Polícia Científica e analisados pelo CyberGAECO, que seguirá aprofundando as apurações sobre a extensão da rede criminosa.
Origem do nome
O nome “Nuremberg” faz referência aos Julgamentos de Nuremberg, realizados após a Segunda Guerra Mundial, que marcaram a responsabilização de líderes nazistas por crimes de guerra e contra a humanidade. De forma simbólica, o título da operação reflete o propósito de enfrentar grupos extremistas que atentam contra o Estado Democrático de Direito e a paz social.
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