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Zumbi dos Palmares: a trajetória que marcou o 20 de novembro no Brasil

Publicado em 20/11/2025 ás12:00

Tomaz Silva/Agência Brasil

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Nesta quinta-feira, 20 de novembro, é celebrado o Dia da Consciência Negra. Feriado nacional desde 2024, a data marca a morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, assassinado em 1695. O quilombo foi um dos maiores do Brasil no período colonial e tornou-se símbolo de resistência contra a escravização negra.

Antes de ser instituído nacionalmente, o feriado já era reconhecido em estados como Rio de Janeiro, Alagoas e São Paulo, além de mais de 1,2 mil municípios. O processo de oficialização levou décadas. A escolha pelo 20 de novembro surgiu em 1971, durante a ditadura militar, a partir de um grupo de estudantes e militantes negros de Porto Alegre (RS). Eles criticavam a centralidade das comemorações do 13 de maio — data da assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel — por entenderem que a abolição formal não refletia a luta e o protagonismo do povo negro.

O coletivo, formado por Oliveira Ferreira da Silveira, Ilmo Silva, Vilmar Nunes e Antônio Carlos Cortes, adotou o nome Grupo Palmares e foi fundamental para consolidar a data como marco da resistência negra.

Quem foi Zumbi?

O Quilombo dos Palmares surgiu por volta de 1600, reunindo negros fugidos dos engenhos de açúcar da Zona da Mata Nordestina. Eles se estabeleceram na Serra da Barriga, onde hoje está União dos Palmares (AL), formando uma comunidade que, segundo estimativas, chegou a ter mais de 30 mil habitantes.

Ao longo do século 17, Palmares resistiu a diversas investidas militares de portugueses e holandeses. Era formado por várias aldeias, com nomes de origem africana, indígena e portuguesa.

Zumbi nasceu livre, provavelmente em 1655, e seria descendente do povo imbangala, de Angola. Ainda criança, foi capturado durante uma ofensiva portuguesa e entregue a um padre, que o batizou como Francisco e lhe ensinou português e latim. Aos 15 anos, fugiu, retornou a Palmares e voltou a usar o nome Zumbi.

Aos 25 anos, tornou-se líder do quilombo e comandou a resistência. Em 1694, após um grande ataque português à Aldeia do Macaco, principal núcleo de Palmares, Zumbi ficou ferido, mas conseguiu escapar. Ainda assim, seguiu resistindo na mata por mais de um ano. Em 20 de novembro de 1695, foi encontrado, morto e esquartejado pelas tropas portuguesas, tornando-se símbolo da luta pela liberdade no Brasil.

Fonte: Agência Brasil

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