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Previsão do Tempo 04/09/2026 | 04:24
Publicado em 21/11/2025 ás14:00
A simulação de um sequestro para extorquir dinheiro, por pouco não se transformou em um sequestro verdadeiro em Florianópolis. Uma mulher de 33 anos e uma comparsa, de 32, foram presas após uma investigação da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS/DEIC) revelar que a dupla encenou um falso cativeiro para obter dinheiro de familiares — mas, nos bastidores, a segunda suspeita planejava sequestrar a comparsa de verdade.
O caso veio à tona depois que a mãe da mulher de 33 anos procurou a Polícia Civil na manhã de quinta-feira (20), relatando ter recebido mensagens de um número desconhecido exigindo R$ 7 mil. Os supostos sequestradores enviaram imagens que mostravam a filha como refém. A mãe explicou ainda que a jovem era viciada em jogos on-line e acumulava dívidas com agiotas do Rio Grande do Sul.
A DRAS/DEIC iniciou as investigações e descobriu que a suposta vítima havia passado a noite anterior em boates da capital com outra mulher. Ao amanhecer, as duas seguiram de carro pela BR-101 rumo ao Sul.
A equipe policial localizou a dupla em um posto de combustíveis em Içara. No local, as suspeitas confessaram ter armado a simulação para extorquir pessoas próximas. No entanto, ao aprofundar a apuração, os investigadores descobriram que a mulher de 32 anos — proprietária de um prostíbulo em Porto Alegre — planejava uma emboscada contra a própria cúmplice. Ela pretendia levá-la ao Rio Grande do Sul para colocá-la em um cativeiro e então realizar um sequestro real.
O caso, que começou como uma farsa para arrecadar dinheiro, revelou uma trama ainda mais grave: a mulher que simulou estar sequestrada estava prestes a se tornar vítima de um sequestro verdadeiro.
As duas envolvidas foram presas e autuadas por extorsão. Elas serão apresentadas à Justiça para audiência de custódia. O trabalho contou com apoio da Central de Plantão Policial de Florianópolis e da Delegacia de Içara.
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