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Advogado de Joaçaba e sócias de escritório são condenados por ligação com facção criminosa

Publicado em 11/12/2025 ás10:00

MPSC/Divulgação

Foto: MPSC/Divulgação

Um advogado de Joaçaba, a esposa dele e duas sócias de um escritório foram condenados em uma ação penal do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por participação em um esquema que facilitava a comunicação entre integrantes de uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas, permitindo o repasse de informações de dentro para fora do presídio.

Além de atuar como intermediário da facção, o advogado também movimentou milhões de reais provenientes do crime, com o apoio da esposa, para atender aos interesses do grupo criminoso. Ele foi condenado a nove anos, nove meses e 14 dias de prisão em regime fechado, por organização criminosa e lavagem de dinheiro, sem direito de recorrer em liberdade. A esposa recebeu pena de três anos e nove meses, em regime aberto.

As duas advogadas sócias foram sentenciadas a cinco anos, um mês e sete dias, cada uma, em regime semiaberto, pelo crime de organização criminosa. Um detento envolvido no esquema também foi condenado a cinco anos, cinco meses e 18 dias de prisão.

O MPSC informou que ainda avalia se irá recorrer à segunda instância para pedir o aumento das penas. O processo tramita em segredo de justiça.

As condenações são resultado da Operação Balthus, deflagrada em junho do ano passado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pelo Grupo Estadual de Enfrentamento a Facções Criminosas (GEFAC), com suporte da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joaçaba.

A operação cumpriu três mandados de prisão preventiva, três de suspensão do exercício da advocacia e 12 mandados de busca e apreensão em Joaçaba, Capinzal, Ouro, Água Doce e Piratuba. As investigações detalharam a atuação do grupo e levaram todos os envolvidos à condição de réus — agora condenados pela Justiça.

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