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Santa Catarina terá verão quente, com chuva concentrada no litoral

Publicado em 18/12/2025 ás09:30

Ricardo Trida/Secom

Foto: Ricardo Trida/Secom

Às 12h03 (horário de Brasília) do dia 21 de dezembro começa oficialmente o verão. A estação é caracterizada pelo aumento das temperaturas e pela ocorrência de chuvas irregulares em Santa Catarina. Para este ano, a previsão indica leve redução nos acumulados no Grande Oeste, enquanto as áreas litorâneas devem registrar o período mais chuvoso do ano.

Apesar de o mês de dezembro ter iniciado com chuvas irregulares em todo o estado, a tendência é de volumes abaixo da média para a época, especialmente no Grande Oeste, Planalto Sul e Litoral Sul. Esse comportamento está associado às características do fenômeno La Niña, que, mesmo ainda não oficialmente configurado, deve continuar influenciando o clima até fevereiro de 2026.

Após uma primavera marcada por temperaturas abaixo da média, as tardes ensolaradas de dezembro indicam o retorno do calor, impulsionado pelo aumento da radiação solar e pelos dias mais longos. Esse cenário pode trazer impactos para a situação hídrica e para a produtividade agrícola, além de outros setores.

Mesmo com a redução das chuvas, seguem previstos temporais típicos de verão, favorecidos pelo calor e pela umidade disponível. Esses episódios podem provocar alagamentos, enxurradas e, de forma pontual, queda de granizo.

Em janeiro, as chuvas tendem a se tornar mais frequentes e, por vezes, intensas, com a atuação mais significativa da circulação marítima. As áreas entre a Grande Florianópolis e o Norte catarinense devem ser as mais afetadas, não sendo descartados eventos extremos. Em fevereiro, a chuva volta a apresentar maior irregularidade, embora a circulação marítima permaneça ativa no litoral do estado.

La Niña

Atualmente, a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial está cerca de 0,5°C abaixo da média, indicando um resfriamento típico das condições que antecedem a La Niña. No entanto, para que o fenômeno seja oficialmente caracterizado, essa anomalia precisa persistir por um período contínuo, o que ainda não ocorreu.

Mesmo sem a configuração formal, os efeitos do fenômeno já são percebidos no Brasil, com alterações nos padrões de chuva e temperatura, o que explica a tendência de volumes mais irregulares e abaixo da média em algumas regiões de Santa Catarina.

Pico de ocorrências no verão

O trimestre formado por dezembro, janeiro e fevereiro concentra o maior número de ocorrências de desastres no estado. É o que aponta o Perfil Histórico de Desastres do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina (PPDC-SC), que reúne dados de 29 anos, entre 1995 e 2019, totalizando 5.540 registros.

Embora a primavera apresente aumento de tempestades severas associadas a ciclones, frentes frias e outras instabilidades, é no verão que as enxurradas se tornam mais frequentes, especialmente em janeiro. Esse padrão está relacionado às chuvas típicas da estação, que concentram grandes volumes em curto espaço de tempo, além da intensificação da circulação marítima, responsável por transportar grande quantidade de umidade para o litoral catarinense.

O período também é marcado pela ocorrência de vendavais, causados por tempestades de verão, com rajadas de vento localizadas, porém intensas.

Recomendações

A Proteção e Defesa Civil alerta que o verão é marcado por chuvas rápidas e, em alguns momentos, intensas. Diante disso, a SPDC orienta a população a evitar o contato com águas de alagamentos e enxurradas, não transitar por áreas alagadas, pontes e pontilhões submersos, além de manter atenção redobrada com crianças próximas a rios e ribeirões.

Em áreas com risco de movimentos de massa, é importante observar sinais como inclinação de postes e árvores, movimentação de terra ou rochas e o surgimento de rachaduras em muros e paredes.

Durante temporais com raios, ventos fortes e granizo, a recomendação é buscar abrigo em local seguro, longe de árvores, placas e objetos que possam ser arremessados. Em casa, o ideal é permanecer em cômodos centrais ou banheiros. Na praia, deve-se sair imediatamente da água.

A Secretaria de Proteção e Defesa Civil reforça a importância de acompanhar diariamente os avisos e boletins meteorológicos, devido às constantes atualizações dos modelos de previsão do tempo.

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