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Consumidor não terá cobrança extra na conta de luz em janeiro

Publicado em 24/12/2025 ás08:52

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Foto: Imagem ilustrativa

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (23) que o ano de 2026 começará sem cobrança adicional na conta de energia elétrica. Em janeiro, será aplicada a bandeira tarifária verde.

Segundo a agência reguladora, embora o período chuvoso tenha começado com volumes abaixo da média histórica, nos meses de novembro e dezembro houve, de forma geral, manutenção das chuvas e dos níveis dos reservatórios das usinas em todo o país.

“Em janeiro de 2026 não será necessário despachar as usinas termelétricas na mesma intensidade do mês anterior, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor”, explicou a Aneel.

Em dezembro, a bandeira tarifária já havia sido reduzida do patamar vermelho 1 para amarela, o que representou diminuição de R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, passando a um acréscimo de R$ 1,885.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a adoção da bandeira verde indica um cenário de segurança energética, no qual não há necessidade de acionamento intensivo das usinas termelétricas. Essas unidades têm custo de geração mais elevado, utilizam combustíveis fósseis e contribuem para a emissão de gases de efeito estufa.

A pasta destaca ainda que, apesar do crescimento das fontes renováveis, como solar e eólica, a geração hidrelétrica segue como base do sistema elétrico nacional. A capacidade de produção das usinas depende diretamente do volume de chuvas nas principais bacias hidrográficas, fator determinante para o equilíbrio do sistema.

Custos extras

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. As bandeiras, divididas por cores, indicam o custo para o Sistema Interligado Nacional (SIN) produzir a energia consumida por residências, comércios e indústrias.

Na bandeira verde, não há acréscimo na conta de luz. Já nas bandeiras amarela ou vermelha, o consumidor paga um valor adicional a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Fonte: Agência Brasil

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