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Previsão do Tempo 10/09/2026 | 01:31
Publicado em 24/12/2025 ás08:55
Nos últimos anos, a rotina digital dos brasileiros mudou por completo. Hoje, o celular é a primeira porta de entrada para quase tudo: conversar com a família, acompanhar notícias, pedir comida, estudar, trabalhar e até resolver questões do dia a dia com órgãos públicos. No meio desse volume enorme de dados, surge uma dúvida comum: em quem confiar?
Não é por acaso que muitas pessoas digitam perguntas diretamente no Google, como "O aplicativo do meu banco é seguro?", "Essa loja online é uma fraude?" ou "O Brazino777 é confiável?", antes de cadastrar dados pessoais ou realizar qualquer tipo de transação. A própria tecnologia evoluiu para ajudar o usuário a tomar decisões melhores – mas também exige mais atenção e responsabilidade de quem está do outro lado da tela.
Os mecanismos de busca deixaram de ser listas simples de links. Hoje, eles:
Isso facilita o acesso à informação, mas também muda o comportamento: em vez de entrar direto em um site, muitas pessoas passam antes pelo buscador para “testar” a reputação de uma empresa, de um serviço ou de uma plataforma digital.
Ao mesmo tempo, o usuário ficou mais exigente. Não basta ter um site bonito: se não houver informação clara sobre quem é a empresa, se aparecem muitas reclamações em portais especializados ou se o nome aparece associado a golpes, a tendência é desconfiar.
Outra mudança importante é a presença de ferramentas de inteligência artificial, integradas a buscadores, redes sociais e até aplicativos de mensagem. Elas ajudam a:
Essas tecnologias prometem economizar tempo, mas trazem um desafio: é preciso verificar se o que foi sugerido está correto. A IA é treinada a partir de informações que já existem na internet – e nem tudo que está na rede é verdadeiro ou atualizado. Por isso, especialistas recomendam cruzar as respostas com fontes tradicionais, como portais de notícia, órgãos oficiais e sites de instituições reconhecidas.
Quando abrimos uma rede social ou um aplicativo de vídeos, não vemos tudo de forma cronológica. Um algoritmo seleciona os conteúdos que “têm mais chance” de nos interessar, com base em curtidas, tempo de visualização e interações anteriores.
Isso tem efeito direto na forma como consumimos informação:
A mesma lógica vale para recomendações de produtos, serviços e plataformas digitais. Quem não estiver atento pode confundir popularidade com credibilidade – e são coisas diferentes. Um vídeo bastante visto não é necessariamente o mais correto; um site muito anunciado não é automaticamente o mais seguro.
Por outro lado, a própria tecnologia oferece recursos para checar a qualidade da informação:
Usar essas ferramentas de forma combinada aumenta bastante a segurança do usuário na hora de escolher onde informar dados pessoais, fazer pagamentos ou simplesmente acreditar em uma notícia.
Se antes bastava saber “ligar o computador”, hoje a alfabetização digital vai muito além. Envolve:
Essa educação começa em casa, continua na escola e precisa ser reforçada por empresas, mídia e poder público. Em cidades de médio porte e no interior, onde muitas pessoas estão chegando agora ao mundo digital, orientar sobre o uso seguro da tecnologia é tão importante quanto falar de trânsito ou saúde preventiva.
Algumas atitudes simples ajudam a aproveitar o lado bom da tecnologia, reduzindo riscos:
Mais do que decorar regras técnicas, vale manter um princípio geral: se algo parece “bom demais para ser verdade”, provavelmente merece uma investigação mais cuidadosa.
A tecnologia ampliou o acesso à informação, facilitou o trabalho, aproximou pessoas e trouxe novas formas de entretenimento. Ao mesmo tempo, colocou na palma da mão ferramentas que podem ser usadas tanto para o bem quanto para enganar.
Quando alguém pesquisa se uma marca, um aplicativo ou uma plataforma “é confiável”, está usando o lado positivo dessa nova realidade: a possibilidade de checar antes de decidir. O passo seguinte é saber interpretar o que aparece na tela, combinando recursos tecnológicos com senso crítico e fontes respeitadas.
Assim, em vez de sermos guiados apenas por algoritmos e anúncios, passamos a usar a tecnologia de forma consciente, transformando o celular e o computador em aliados de verdade na hora de se informar, trabalhar e se divertir com segurança.
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