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Artigo

Como a tecnologia mudou a forma de buscar informação na internet

Publicado em 24/12/2025 ás08:55

Reprodução/Internet

Foto: Reprodução/Internet

Nos últimos anos, a rotina digital dos brasileiros mudou por completo. Hoje, o celular é a primeira porta de entrada para quase tudo: conversar com a família, acompanhar notícias, pedir comida, estudar, trabalhar e até resolver questões do dia a dia com órgãos públicos. No meio desse volume enorme de dados, surge uma dúvida comum: em quem confiar?

Não é por acaso que muitas pessoas digitam perguntas diretamente no Google, como "O aplicativo do meu banco é seguro?", "Essa loja online é uma fraude?" ou "O Brazino777 é confiável?", antes de cadastrar dados pessoais ou realizar qualquer tipo de transação. A própria tecnologia evoluiu para ajudar o usuário a tomar decisões melhores – mas também exige mais atenção e responsabilidade de quem está do outro lado da tela.

Buscadores mais inteligentes, usuários mais exigentes

Os mecanismos de busca deixaram de ser listas simples de links. Hoje, eles:

  • sugerem perguntas relacionadas

  • destacam notícias recentes sobre o tema

  • mostram avaliações de outros usuários

  • tentam identificar o que você realmente quis dizer, mesmo com erros de digitação

Isso facilita o acesso à informação, mas também muda o comportamento: em vez de entrar direto em um site, muitas pessoas passam antes pelo buscador para “testar” a reputação de uma empresa, de um serviço ou de uma plataforma digital.

Ao mesmo tempo, o usuário ficou mais exigente. Não basta ter um site bonito: se não houver informação clara sobre quem é a empresa, se aparecem muitas reclamações em portais especializados ou se o nome aparece associado a golpes, a tendência é desconfiar.

Inteligência artificial no dia a dia

Outra mudança importante é a presença de ferramentas de inteligência artificial, integradas a buscadores, redes sociais e até aplicativos de mensagem. Elas ajudam a:

  • resumir textos longos

  • sugerir respostas rápidas

  • traduzir conteúdos em outros idiomas

  • indicar conteúdos “relevantes” com base no histórico de navegação

Essas tecnologias prometem economizar tempo, mas trazem um desafio: é preciso verificar se o que foi sugerido está correto. A IA é treinada a partir de informações que já existem na internet – e nem tudo que está na rede é verdadeiro ou atualizado. Por isso, especialistas recomendam cruzar as respostas com fontes tradicionais, como portais de notícia, órgãos oficiais e sites de instituições reconhecidas.

Algoritmos que escolhem por nós

Quando abrimos uma rede social ou um aplicativo de vídeos, não vemos tudo de forma cronológica. Um algoritmo seleciona os conteúdos que “têm mais chance” de nos interessar, com base em curtidas, tempo de visualização e interações anteriores.

Isso tem efeito direto na forma como consumimos informação:

  • ficamos mais tempo em temas que já gostamos

  • podemos deixar de ver notícias importantes que não combinam com o nosso perfil

  • boatos e desinformação podem se espalhar rápido se forem muito compartilhados

A mesma lógica vale para recomendações de produtos, serviços e plataformas digitais. Quem não estiver atento pode confundir popularidade com credibilidade – e são coisas diferentes. Um vídeo bastante visto não é necessariamente o mais correto; um site muito anunciado não é automaticamente o mais seguro.

Ferramentas para verificar credibilidade

Por outro lado, a própria tecnologia oferece recursos para checar a qualidade da informação:

  • Sites de verificação de fatos: conferem notícias virais, áudios e prints que circulam em grupos e redes.

  • Portais de reputação de empresas: reúnem reclamações de consumidores e mostram se as empresas respondem ou não.

  • Buscas avançadas: permitem filtrar resultados por data, tipo de conteúdo (notícia, vídeo, documento) e origem.

  • Aplicativos de segurança: alertam sobre tentativas de phishing, sites falsos e links suspeitos.

Usar essas ferramentas de forma combinada aumenta bastante a segurança do usuário na hora de escolher onde informar dados pessoais, fazer pagamentos ou simplesmente acreditar em uma notícia.

Educação digital como necessidade básica

Se antes bastava saber “ligar o computador”, hoje a alfabetização digital vai muito além. Envolve:

  • distinguir fonte confiável de opinião sem base

  • entender que nem toda foto ou vídeo representa um fato verdadeiro

  • reconhecer tentativas de golpe disfarçadas de promoções, brindes ou mensagens emocionais

  • saber configurar privacidade em redes sociais e aplicativos

Essa educação começa em casa, continua na escola e precisa ser reforçada por empresas, mídia e poder público. Em cidades de médio porte e no interior, onde muitas pessoas estão chegando agora ao mundo digital, orientar sobre o uso seguro da tecnologia é tão importante quanto falar de trânsito ou saúde preventiva.

Boas práticas para usar a tecnologia a seu favor

Algumas atitudes simples ajudam a aproveitar o lado bom da tecnologia, reduzindo riscos:

  • Desconfiar de ofertas “imperdíveis” que exigem decisão imediata.

  • Pesquisar o nome da empresa em mais de um lugar antes de confiar.

  • Verificar a data da informação: conteúdos antigos podem estar desatualizados.

  • Consultar fontes oficiais quando o assunto envolve saúde, finanças ou serviços públicos.

  • Cuidar dos dados pessoais, evitando compartilhá-los por mensagem ou em formulários desconhecidos.

Mais do que decorar regras técnicas, vale manter um princípio geral: se algo parece “bom demais para ser verdade”, provavelmente merece uma investigação mais cuidadosa.

Conclusão: tecnologia é aliada, mas exige atenção

A tecnologia ampliou o acesso à informação, facilitou o trabalho, aproximou pessoas e trouxe novas formas de entretenimento. Ao mesmo tempo, colocou na palma da mão ferramentas que podem ser usadas tanto para o bem quanto para enganar.

Quando alguém pesquisa se uma marca, um aplicativo ou uma plataforma “é confiável”, está usando o lado positivo dessa nova realidade: a possibilidade de checar antes de decidir. O passo seguinte é saber interpretar o que aparece na tela, combinando recursos tecnológicos com senso crítico e fontes respeitadas.

Assim, em vez de sermos guiados apenas por algoritmos e anúncios, passamos a usar a tecnologia de forma consciente, transformando o celular e o computador em aliados de verdade na hora de se informar, trabalhar e se divertir com segurança.

 

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