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Previsão do Tempo 06/09/2026 | 16:40
Publicado em 15/01/2026 ás08:00
Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta quinta-feira (15) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) nos Estados de Goiás e do Rio Grande do Sul, durante a deflagração da Operação Blind Eye. A ação visa desarticular a logística financeira de um esquema criminoso que desviou mais de R$ 330 mil de uma instituição de ensino superior sediada em Santa Catarina, por meio de uma sofisticada fraude financeira.
A investigação é conduzida pelo CyberGAECO, em conjunto com a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Chapecó, e aponta a atuação de uma rede de colaboradores que operavam como “laranjas conscientes”, responsáveis por receber e pulverizar os valores subtraídos para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Ao todo, seis alvos foram identificados como peças centrais na recepção e dispersão dos recursos. Além das buscas, a Vara Regional de Garantias da Comarca de Chapecó autorizou a quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados, medida que permitiu o rastreamento detalhado das contas utilizadas no esquema. A pulverização financeira é uma prática comum em crimes de lavagem de dinheiro e consiste na divisão do montante em diversas contas para ocultar a origem ilícita dos valores.
As apurações indicam que o crime foi viabilizado por meio do uso de malwares bancários de alto nível. Os criminosos conseguiram obter as credenciais de acesso de uma funcionária da instituição de ensino e, em uma ação praticamente instantânea, realizaram transferências via Pix, TED e pagamentos de boletos, causando um prejuízo de R$ 339.930,00.
Para dificultar a identificação dos responsáveis, o grupo utilizou infraestrutura internacional, incluindo VPNs com servidores localizados na Holanda. Apesar disso, a análise técnica e financeira conseguiu mapear o destino de cada parcela do dinheiro, identificando contas bancárias criadas exclusivamente para movimentar os valores ilícitos.
Nesta fase da operação, o foco principal é a responsabilização dos titulares das contas utilizadas no esquema. Segundo a investigação, eles não foram vítimas de uso indevido de dados, mas participaram ativamente da fraude ao ceder conscientemente suas informações em troca de vantagens financeiras.
A deflagração da Operação Blind Eye contou com o apoio do GAECO do Ministério Público de Goiás e das Polícias Civis do Rio Grande do Sul e de Goiás no cumprimento dos mandados.
O nome da operação faz referência à Teoria da Cegueira Deliberada, que descreve a conduta de indivíduos que, mesmo diante de fortes indícios de ilegalidade, optam por ignorar a origem ilícita do dinheiro em busca de lucro fácil, atuando como facilitadores de crimes cibernéticos e de lavagem de dinheiro.
Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para a realização de exames periciais. As investigações seguem sob sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.
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