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Saúde

Criança com doença rara pode voltar a andar após cirurgia moderna em SC

Publicado em 26/01/2026 ás11:00

Secom GOVSC

Foto: Secom GOVSC

O Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), unidade do Governo do Estado em Florianópolis, realizou uma cirurgia de alta complexidade em uma criança com displasia esquelética rara — condição que provoca deformidades graves na coluna vertebral e pode comprometer funções neurológicas e respiratórias. O procedimento utilizou tecnologia de neuronavegação, garantindo maior precisão e segurança, o que amplia as possibilidades de recuperação, inclusive com a chance de retomada dos movimentos da paciente, atualmente paraplégica.

Natural do interior do Maranhão, Sarah Gomes de Araújo, de nove anos, passou grande parte da infância sem acompanhamento médico especializado. Segundo a mãe, a falta de acesso a recursos adequados fez com que a doença evoluísse para uma compressão da medula espinhal em múltiplos níveis, resultando em paraplegia, com perda de sensibilidade e mobilidade nos membros inferiores, além de causar desnutrição em razão das dificuldades para se alimentar.

Após a mudança da família para Forquilhinha, no Sul catarinense, a história de Sarah ganhou um novo capítulo. Encaminhada ao Hospital Infantil Joana de Gusmão — referência em atendimento pediátrico em Santa Catarina — a menina passou por uma série de consultas e avaliações até chegar ao momento que poderia transformar sua realidade: a cirurgia. O procedimento teve como objetivos alinhar a coluna, descomprimir a medula, melhorar a capacidade respiratória, possibilitar ganho de peso e, sobretudo, reacender a esperança de recuperação da sensibilidade e dos movimentos das pernas.

“O caso da Sarah exigiu um procedimento de extrema complexidade. Ela apresentava compressão da medula desde o nascimento. Para nossa surpresa, além da correção obtida durante a cirurgia, a paciente já demonstra sinais iniciais de recuperação, com melhora da sensibilidade e redução da espasticidade. O quadro neurológico vem evoluindo de forma positiva. Ainda estamos em um período precoce, mas os avanços observados até o momento nos trazem grande expectativa para o longo prazo”, destacou o chefe do Serviço de Ortopedia Pediátrica do HIJG, André Luis Fernandes Andújar.

Cirurgia mais rápida e precisa

A cirurgia foi realizada em duas etapas, em semanas diferentes, com o auxílio de um equipamento de neuronavegação — tecnologia semelhante a um GPS, que permite monitoramento neurológico durante o procedimento — além do uso de modelagem em 3D, que contribuiu para melhor compreensão da deformidade e maior precisão cirúrgica. Em razão da raridade do caso e da técnica empregada, o procedimento foi acompanhado por médicos de outros estados e também de países vizinhos.

“Essa tecnologia trouxe mais segurança e agilidade, com redução do tempo cirúrgico e melhores condições clínicas no pós-operatório. A técnica diminui riscos e complicações, além de proporcionar benefícios diretos ao paciente, mais qualidade de vida e economia de custos para o sistema de saúde”, explicou o ortopedista pediátrico e cirurgião de coluna do HIJG, Rodrigo Grandini.

Atendimento humanizado

Para a mãe de Sarah, Maria Gomes da Paz, o atendimento rápido e humanizado oferecido pelo Hospital Infantil Joana de Gusmão foi decisivo para mudar o rumo da vida da filha. Em poucos meses, o caso foi avaliado com prioridade e incluído no planejamento cirúrgico. Em janeiro, mãe e filha retornaram à unidade para reavaliação, em um reencontro marcado pela confiança a cada pequeno avanço apresentado.

“Sabemos que os médicos deram o melhor durante a cirurgia. Nosso sonho é que ela possa voltar a caminhar e melhorar cada vez mais. Queremos vê-la andando, fazendo os tratamentos e a fisioterapia, com boas condições. Esse é o sonho de toda mãe. Só tenho a agradecer ao hospital pelo acolhimento e por todo o apoio que recebemos aqui”, afirmou Maria, emocionada.

A partir de agora, Sarah seguirá em acompanhamento ambulatorial no serviço de ortopedia pediátrica do HIJG, além de realizar sessões de fisioterapia em seu município. Com cuidado e dedicação, cada etapa da reabilitação representa um passo em direção a dias melhores.

Fonte: Ascom/SES

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