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Desemprego no Brasil atinge menor nível da série histórica

Publicado em 30/01/2026 ás11:30

Vitor Vasconcelos/Secom-PR

Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor patamar desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado reflete um mercado de trabalho aquecido, que atingiu recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas no período. Cerca de 5,5 milhões de brasileiros buscaram trabalho nos três últimos meses do ano.

Ao longo de 2025, o desemprego manteve trajetória consistente de queda. A taxa média anual recuou de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, também o menor nível da série histórica. Nesse intervalo, o número médio de pessoas desocupadas caiu de 7,2 milhões para 6,2 milhões, uma redução de aproximadamente 1 milhão.

Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, a melhora dos indicadores foi sustentada principalmente pela expansão da ocupação. “A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços. Além disso, a valorização do salário-mínimo influenciou o ganho de rendimento nos segmentos mais elementares e menos formalizados”, destacou.

O nível de ocupação da população em idade de trabalhar também alcançou recorde em 2025, chegando a 59,1%. Em 2024, o índice era de 58,6%. Para efeito de comparação, nos anos mais críticos da pandemia de Covid-19, em 2020 e 2021, a taxa de desemprego chegou a 13,7% e 14%, com cerca de 14 milhões de pessoas sem trabalho.

Outro dado positivo foi a redução da taxa de subutilização da força de trabalho, que caiu para 14,5% em 2025, a menor da série histórica. Em 2024, o índice era de 16,2%. Ao todo, cerca de 16,6 milhões de pessoas estavam desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou disponíveis para trabalhar. Apesar da queda, o contingente ainda supera o menor nível da série, registrado em 2014.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores também apresentou crescimento. Em 2025, o valor médio foi estimado em R$ 3.560, alta de 5,7% em relação a 2024. Já a massa de rendimento real habitual — soma de todos os rendimentos do trabalho no país — alcançou R$ 361,7 bilhões, o maior valor da série histórica, com crescimento anual de 7,5%.

No setor privado, o número de empregados com carteira assinada chegou a 38,9 milhões em 2025, outro recorde desde 2012. O aumento foi de 2,8% em relação ao ano anterior, o equivalente a cerca de 1 milhão de novos postos formais. No mesmo período, houve leve redução no número de trabalhadores sem carteira assinada, que passou de 13,9 milhões para 13,8 milhões.

A taxa de informalidade também recuou, de 39% em 2024 para 38,1% em 2025. Apesar da queda, o IBGE ressalta que a informalidade ainda é uma característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro, especialmente nos setores de comércio e serviços. O número de trabalhadores por conta própria atingiu o maior nível da série histórica, com 26,1 milhões de pessoas, crescimento de 2,4% em relação a 2024.

No recorte trimestral, de outubro a dezembro de 2025, a taxa de desocupação de 5,1% também foi a menor já registrada para trimestres comparáveis. O indicador caiu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e 1,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2024. A força de trabalho total no último trimestre do ano somou 108,5 milhões de pessoas.

Entre os setores, houve crescimento da ocupação principalmente no comércio, com aumento de 299 mil trabalhadores, e na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, que registraram acréscimo de 282 mil pessoas. Na comparação anual, também se destacaram os grupamentos de informação, comunicação e atividades financeiras e administrativas. Já os serviços domésticos apresentaram retração, com queda de 4,4%, totalizando 5,7 milhões de trabalhadores.

De acordo com o IBGE, após uma queda no terceiro trimestre, o comércio se recuperou no fim do ano, impulsionado especialmente pelos segmentos de vestuário e calçados.

Fonte: Secom

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