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Previsão do Tempo 27/07/2026 | 22:27
Publicado em 31/01/2026 ás14:00
Já está sob análise do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) o inquérito policial que investiga a possível prática dos crimes de coação no curso do processo e ameaça, relacionados ao caso dos cães vítimas de maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis. O procedimento tramita na 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área Criminal.
Após a conclusão das investigações, a Polícia Civil indiciou três pessoas — pais e o tio dos adolescentes investigados. Com base no material reunido, que inclui depoimentos, registros audiovisuais e diversos documentos, a Promotoria de Justiça poderá requisitar novas diligências, promover o arquivamento do inquérito, caso não haja elementos suficientes, ou adotar as medidas judiciais cabíveis, conforme a legislação vigente. A apuração refere-se exclusivamente a condutas atribuídas a adultos e não envolve ato infracional praticado por adolescentes, cuja investigação ocorre em procedimento separado.
Na fase inicial de análise, a Promotoria de Justiça apresentou embargos de declaração contra decisão judicial que havia indeferido parcialmente pedidos formulados pela Delegacia de Proteção Animal. O recurso foi conhecido e parcialmente acolhido, com o objetivo de sanar omissão apontada na decisão. Ainda assim, o Poder Judiciário manteve o indeferimento dos pedidos de mandado de busca e apreensão e de quebra de sigilo.
Paralelamente, o inquérito policial que apura eventual ato infracional envolvendo adolescentes ainda não foi concluído pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso. Em razão disso, a 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, ainda não teve acesso aos autos. Após a conclusão do procedimento e o encaminhamento ao MPSC, a Promotoria iniciará a análise, seguindo rito próprio previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
As Promotorias de Justiça manifestaram-se favoravelmente à realização de todas as diligências solicitadas pela Polícia Civil, reforçando a necessidade de esgotamento das medidas investigativas para o completo esclarecimento dos fatos. O Ministério Público acompanha o caso de forma contínua e adotará todas as providências cabíveis, dentro dos limites legais, a partir da análise técnica dos elementos reunidos.
O caso envolve frentes distintas de atuação do Ministério Público de Santa Catarina, em razão da natureza dos fatos apurados. Inicialmente, o acompanhamento era realizado pela 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do Meio Ambiente. Contudo, diante da ausência de indícios de crime ambiental praticado por adultos, o procedimento foi encaminhado à 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área Criminal, responsável pela análise dos crimes previstos no Código Penal, atribuídos a maiores de idade.
Já a 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, acompanha os fatos em razão da suposta participação de adolescentes, o que exige a observância de procedimentos, garantias e ritos específicos previstos no ECA.
⚠️ Entenda o passo a passo da investigação
Notícia do fato ou registro do Boletim de Ocorrência
A Polícia Civil toma conhecimento de um possível crime e inicia a apuração.
Instauração do inquérito policial
É aberto o procedimento para investigar os fatos e identificar os possíveis envolvidos.
Diligências e oitivas
São realizadas diligências, análises técnicas e oitivas para esclarecer o ocorrido.
Envio ao Ministério Público
Após a conclusão do inquérito, os autos são encaminhados ao Ministério Público.
Análise e providências
O Ministério Público avalia o material, pode requisitar novas diligências e adotar as medidas previstas em lei.
Atuação do Judiciário
Quando provocado, o Poder Judiciário analisa os pedidos e decide conforme a legislação vigente.
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