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BNDES aprova financiamento para fábrica de baterias da WEG em Santa Catarina

Publicado em 05/02/2026 ás09:05

Divulgação

Foto: Divulgação

Um financiamento de R$ 280 milhões foi aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a reforma de uma planta industrial e a construção, em Itajaí (SC), da maior e mais moderna fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) do Brasil.

O apoio financeiro foi concedido por meio do programa BNDES Mais Inovação à empresa WEG, referência global no setor de equipamentos eletroeletrônicos. Os sistemas BESS têm papel estratégico na regularização do fornecimento de energia, permitindo o armazenamento da eletricidade gerada por fontes renováveis, como a solar fotovoltaica e a eólica.

Fundada em 1961, a WEG atua no setor de bens de capital com foco em motores, redutores e acionamentos elétricos, geradores e transformadores de energia, além de produtos e sistemas voltados à eletrificação, automação e digitalização.

Este é o primeiro projeto contratado no âmbito da Chamada Pública para Seleção de Planos de Negócio para Investimentos na Transformação de Minerais Estratégicos para a Transição Energética e Descarbonização, uma ação conjunta do BNDES e da Finep. A nova unidade fabril deve gerar 90 novos postos de trabalho.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o projeto possui importância estratégica para o país.
“É mais um passo relevante na agenda de descarbonização, ao contribuir para o fortalecimento da segurança energética, a ampliação da resiliência da rede elétrica e a expansão das fontes renováveis. Sob a orientação do presidente Lula, o Brasil avança na construção de um novo ciclo de desenvolvimento baseado em inovação e sustentabilidade”, destacou.

Capacitação e tecnologia nacional

Com o investimento, a WEG espera ampliar sua capacidade de atendimento tanto ao mercado de grandes sistemas de armazenamento quanto ao segmento comercial e industrial (C&I), com produtos fabricados no Brasil, maior autonomia tecnológica e suporte local.

“Esse avanço amplia nossa oferta de soluções de alto valor agregado desenvolvidas e produzidas no país, contribuindo para a segurança energética e a resiliência do sistema elétrico. É um investimento alinhado à estratégia de posicionar a WEG e o Brasil de forma mais competitiva no cenário global da transição energética”, afirmou o presidente da WEG, Alberto Kuba.

A nova planta permitirá elevar a capacidade produtiva da empresa para até 2 GWh por ano, o equivalente a cerca de 400 sistemas de 5 MWh. O projeto também introduz no Brasil a tecnologia cell-to-pack, uma arquitetura mais eficiente para a montagem de grandes baterias, já utilizada pelos principais players globais, que maximiza o desempenho dos sistemas.

As obras devem iniciar em breve, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2027.

Fábrica automatizada

A unidade contará com alto grau de automação, incluindo linhas de montagem automáticas e semiautomáticas integradas à fase final de produção. A logística interna será realizada por robôs móveis autônomos (AMRs). Parte das obras deve ser finalizada até março do próximo ano.

Também será implantada uma estrutura de apoio composta por laboratório de testes e desenvolvimento, subestação de energia e ampliação da planta existente. O laboratório será responsável pelo controle de qualidade, supervisão com tecnologia própria e desenvolvimento de novas soluções, fortalecendo o conhecimento técnico da empresa e a adequação dos produtos às demandas dos clientes.

Energia em baterias

Os sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) permitem armazenar eletricidade para uso posterior, contribuindo para a estabilidade das redes elétricas, especialmente em um cenário de maior participação de fontes renováveis.

Em períodos de menor consumo, a energia excedente pode ser armazenada e utilizada quando a demanda aumenta. Os sistemas também são fundamentais para evitar interrupções no fornecimento. Eles são formados por módulos compostos por diversas células de bateria.

As células mais utilizadas são as de íon-lítio, devido à maior densidade energética, vida útil e eficiência. No entanto, dependendo da aplicação, podem ser empregadas outras tecnologias, como chumbo-ácido, sódio-enxofre, baterias de fluxo e níquel-cádmio. A WEG utilizará exclusivamente células novas (grau A), embora estude, no futuro, a viabilidade técnica do reaproveitamento de células de segunda vida.

Fonte: Secom

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