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Polícia

GAECO deflagra nova fase de operação contra organização criminosa no Oeste

Publicado em 12/02/2026 ás10:00

MPSC/Divulgação

Foto: MPSC/Divulgação

Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta quinta-feira (12) durante nova etapa da 5ª fase da Operação Sodalitas Finis – Casa de Pedra, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). As diligências ocorreram em Chapecó, Xanxerê, Ponte Serrada, Blumenau e Cascavel (PR).

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e contaram com atuação integrada do GAECO de Santa Catarina, além do apoio das polícias Civil e Militar. Em Cascavel, houve ainda participação do GAECO local e do Setor de Operações Especiais (SOE) da Polícia Penal do Paraná. Uma pessoa foi presa em flagrante por posse de drogas.

A operação é conduzida em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, responsável pelo enfrentamento às organizações criminosas no âmbito estadual. As investigações apuram crimes como tráfico de drogas em larga escala, homicídios, roubos e outras práticas atribuídas a um grupo com atuação em Xanxerê, Chapecó e municípios do Oeste catarinense.

Deflagrada inicialmente em 4 de junho de 2025, a Sodalitas Finis já mobilizou mais de 300 agentes para o cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão e 43 mandados de prisão preventiva. O nome da operação, que significa “o fim do grupo”, faz referência ao objetivo de desarticular a organização criminosa investigada, com base principalmente nas cidades de Xaxim, Xanxerê e Chapecó.

Operação Bow Tie

Concomitantemente, também foi deflagrada a Operação Bow Tie, originada a partir de elementos colhidos ao longo da 5ª fase da Sodalitas Finis. A ação tem como alvo uma advogada suspeita de utilizar indevidamente suas prerrogativas profissionais para intermediar a chamada “sintonia” entre presos.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Xanxerê, igualmente expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas.

A investigação apura a possível intermediação de comunicação entre pessoas privadas de liberdade e integrantes do grupo fora do sistema prisional. Segundo o Ministério Público, esse tipo de prática fortalece a atuação de organizações criminosas ao manter ativa a troca de informações entre seus membros.

As investigações seguem sob sigilo e novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.

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