As rodovias federais que cortam Santa Catarina registraram aumento da violência no trânsito durante o feriado de Carnaval. Entre sexta-feira (13) e quarta-feira (18), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabilizou 18 mortes e 185 feridos em 157 acidentes. No mesmo período de 2025, foram registrados 126 acidentes, com 142 feridos e sete mortes.
O reforço na fiscalização também se refletiu em números expressivos. Nos seis dias de operação, a PRF abordou mais de 10 mil veículos e 13 mil pessoas. Ao todo, 9.089 motoristas foram submetidos ao teste do bafômetro, e as condições de segurança de 136 ônibus e vans foram verificadas. Drones da PRF sobrevoaram a BR-101, entre a Grande Florianópolis e Itajaí, e flagraram centenas de infrações.

Raio-X da violência
De acordo com a PRF, duas ocorrências concentraram parte significativa das vítimas fatais. Na Grande Florianópolis, uma colisão frontal na BR-282 deixou três pessoas da mesma família mortas na terça-feira. Já no Litoral Norte, em Itajaí, um grave acidente na BR-101, na manhã da Quarta-feira de Cinzas, resultou em três mortes e um ferido em estado grave. O sinistro mobilizou equipes de resgate aéreo e provocou a interdição total da pista para atendimento às vítimas.

Acidente na Grande Florianópolis (Bombeiros/Divulgação)
Metade das mortes registradas ocorreu durante ultrapassagens, em rodovias de pista simples. Acidentes envolvendo motociclistas e pedestres representaram um terço das mortes contabilizadas pela PRF no período.
Números da imprudência
O comportamento dos motoristas nas BRs catarinenses foi marcado por imprudências. A PRF flagrou 186 condutores dirigindo sob efeito de álcool e 454 realizando ultrapassagens proibidas.
O desrespeito a equipamentos de segurança também gerou alto número de autuações: 663 pessoas foram multadas por falta do cinto de segurança e 71 crianças viajavam sem a cadeirinha obrigatória. Além disso, o excesso de velocidade seguiu como fator de risco relevante, com 897 veículos flagrados acima do limite permitido.
Para a PRF, a alta letalidade registrada no feriado foi potencializada pela combinação de velocidade excessiva, ultrapassagens indevidas e ausência de equipamentos de proteção. O balanço da Operação Carnaval 2026 reforça que, embora tecnologia e fiscalização sejam ferramentas importantes, a segurança no trânsito depende, sobretudo, da mudança de postura dos condutores.