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Previsão do Tempo 27/07/2026 | 11:01

Polícia

Diretor de presídio é acusado de trocar regalias por relação com companheira de detento

Publicado em 26/02/2026 ás10:45

MPSC/Divulgação

Foto: MPSC/Divulgação

Um policial penal que exercia a função de diretor de uma unidade prisional na Serra Catarinense foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (26) durante a Operação Carne Fraca, deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), em apoio à 15ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages. A investigação apura possíveis crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e advocacia administrativa no âmbito do sistema prisional.

Além do mandado de prisão preventiva, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos fatos investigados. Conforme o MPSC, as irregularidades teriam ocorrido entre março e outubro de 2025.

As apurações começaram após representação que apontava um suposto esquema estruturado de concessão de benefícios irregulares a um apenado. De acordo com os elementos colhidos, o então diretor teria mantido relação pessoal e funcional com a companheira do preso, passando a intervir de forma reiterada e informal em procedimentos de execução penal.

Segundo a investigação, as vantagens concedidas estariam inseridas em um contexto contínuo de troca, no qual benefícios administrativos seriam seguidos de vantagens materiais e pessoais, caracterizando possível utilização da função pública para atender interesses privados.

O nome da operação faz referência às vantagens indevidas identificadas ao longo das apurações, especialmente à entrega reiterada de carnes nobres ao agente público, além de simbolizar a fragilidade ética atribuída às condutas investigadas.

O procedimento tramita em sigilo e novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.

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