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Irmãos são condenados por matar homem que tentou separar briga em Piratuba

Publicado em 27/02/2026 ás15:18

Reprodução/Rádio Capinzal

Foto: Reprodução/Rádio Capinzal

Os irmãos Dionatan Santos Camargo e Davi Santos Camargo foram condenados a 16 anos de prisão cada pela morte de Adair José Buss, de 46 anos. A sentença foi definida pelo Tribunal do Júri em sessão realizada nesta quinta-feira (26), na Câmara Municipal de Capinzal.

O crime ocorreu na noite de 15 de dezembro de 2024, no bairro Verde, em Piratuba. Conforme a denúncia, a vítima tentou separar uma briga envolvendo os irmãos e, ao retornar para casa, foi atingida na cabeça por uma pedra arremessada por eles.

Ainda de acordo com a acusação, Adair foi socorrido e levado para casa, mas acabou novamente atacado. Os réus teriam invadido a propriedade armados com uma faca e uma chave de torque. A vítima tentou se defender e fugir, porém sofreu ferimentos graves e morreu posteriormente no hospital.

Vítima Adair José Buss

O julgamento durou cerca de 13 horas e contou com forte esquema de segurança. O plenário permaneceu lotado durante todo o dia, reunindo familiares e moradores que acompanharam o desfecho do caso, que causou grande comoção no município do Meio-Oeste.

A decisão acolheu integralmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Felipe de Oliveira Neiva, com base nas investigações conduzidas pela Polícia Civil. “O Ministério Público atuou com firmeza para demonstrar que nenhuma forma de violência pode ser tolerada como meio de resolver conflitos. A condenação representa uma resposta firme e reafirma que aqueles que escolhem o caminho da brutalidade serão responsabilizados na forma da lei, preservando a confiança da população na Justiça e protegendo o direito fundamental à vida”, ressaltou o promotor.

Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, considerando a superioridade numérica e o uso de armas. Os irmãos já estavam presos preventivamente desde a época dos fatos e foram reconduzidos ao presídio após a leitura da sentença para o cumprimento da pena.

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