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Previsão do Tempo 26/10/2026 | 17:45
Publicado em 03/03/2026 ás17:00
Um médico que atuava no município de Catanduvas foi preso preventivamente na tarde desta terça-feira (3), em cumprimento a mandado expedido pela Justiça. A medida é resultado de investigação conduzida pela Polícia Civil, que apura crimes contra a dignidade sexual supostamente praticados durante atendimentos na rede pública de saúde.
De acordo com o inquérito policial, o profissional é investigado por, em tese, se aproveitar da função e da vulnerabilidade de pacientes para cometer atos de natureza sexual sem justificativa técnica ou respaldo ético. Para preservar a intimidade das vítimas, não foram divulgados detalhes sobre as condutas investigadas.
Até o momento, o trabalho conjunto entre a Polícia Civil e o Ministério Público (MPSC) identificou dez vítimas, com idades entre 17 e 20 anos. Os fatos teriam ocorrido de forma reiterada entre o fim de 2024 e ao longo de 2025. As identidades são mantidas sob sigilo.
Segundo a denúncia do MPSC, construída com base nas investigações da Polícia Civil, “o médico, mesmo não sendo ginecologista, realizava supostos exames invasivos sem justificativa técnica, tocava a região íntima das pacientes sem autorização, expunha seus seios sob pretextos clínicos infundados e fazia comentários de cunho sexual durante os atendimentos”.
A prisão preventiva foi determinada pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que, por decisão unânime, deu provimento ao recurso do Ministério Público e reformou decisão anterior que havia aplicado apenas medidas cautelares alternativas. O colegiado entendeu que a medida é necessária para garantir a ordem pública e evitar a possível reiteração de crimes.
O investigado foi abordado ao sair de sua residência, encaminhado à Delegacia de Polícia para os procedimentos legais e, posteriormente, conduzido ao sistema prisional.
A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181, com garantia de sigilo.
De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 21h30, quando o grupo utilizou combustível para atear fogo na vítima, que foi socorrida
Durante as buscas intensificadas na região, os policiais localizaram o corpo da mulher em uma ponte, onde o Corpo de Bombeiros atestou o óbito.
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