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Previsão do Tempo 27/07/2026 | 23:13
Publicado em 25/03/2026 ás10:35
A juíza Alexandra Lorenzi da Silva, que atuou na comarca de Herval d’Oeste no início dos anos 2000, é a primeira mulher no comando de uma Vara de Direito Militar no Estado. O marco histórico foi registrado na última sexta-feira, 20 de março, pelo Poder Judiciário de Santa Catarina (PJSC), e simboliza o avanço da presença feminina em áreas tradicionalmente ocupadas por homens.
“A Justiça Militar possui especificidades que exigem conhecimento aprofundado e sensibilidade para lidar com questões que envolvem disciplina, hierarquia e direitos fundamentais. Minha atuação será orientada por esses princípios. Entendo que o protagonismo de uma magistrada não se constrói pela visibilidade, mas pela qualidade, firmeza e coerência das decisões que profere”, afirmou a juíza ao comentar o novo desafio.
A Vara de Direito Militar tem papel estratégico ao julgar crimes militares cometidos contra civis, ações contra atos disciplinares e processos relacionados a concursos públicos para ingresso na carreira militar, entre outras atribuições. Segundo a magistrada, ao longo da trajetória profissional, houve situações em que sua autoridade não foi prontamente reconhecida — não por falta de competência, mas por uma percepção ainda enraizada de que determinados espaços são masculinos. “Nunca respondi a isso com confronto. Respondi com preparo”, destacou.
Ao falar sobre o impacto de outras conquistas femininas em sua carreira, Alexandra reconheceu a importância das mulheres que abriram caminho na magistratura brasileira. “Elas enfrentaram obstáculos muito maiores do que os da minha geração. Devo a essas mulheres a possibilidade de estar onde estou hoje. Carrego esse legado como um compromisso. A melhor forma de honrá-lo é exercer a jurisdição com seriedade e contribuir para ampliar esse espaço para as que virão”, afirmou.
Nomeada juíza substituta em janeiro de 2002, Alexandra Lorenzi da Silva construiu sua trajetória na magistratura catarinense com atuações nas comarcas de Herval d’Oeste, Camboriú, Palhoça, São José e Florianópolis. Ao longo da carreira, trabalhou em diferentes áreas, como execuções penais e direito bancário, e integrou o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Núcleo Operacional de Execução Penal da então Coordenadoria de Execução Penal e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Cepevid).
A magistrada é pós-graduada em Ciências Penais e atualmente é doutoranda em Ciência Jurídica pela Univali, na área de concentração em Constitucionalismo, Transnacionalidade e Produção do Direito.
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