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Região

Réu é condenado a 21 anos por morte motivada por ciúmes em Tangará

Publicado em 25/03/2026 ás21:30

Divulgação

Foto: Divulgação

Nathan Gomes da Silva foi condenado a 21 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela morte de Luiz Paulo Arruda Ribeiro, de 38 anos, em Tangará. O réu também teve negado o direito de recorrer em liberdade, já que respondeu ao processo preso. O julgamento foi realizado nesta quarta-feira (25), no Fórum da comarca.

O crime ocorreu na noite de 27 de julho de 2025, no bairro Alto da Glória. Conforme denúncia do Ministério Público, Nathan e Eduardo Ilgo Dhiel colidiram o carro contra o portão da residência da vítima. Ao sair para verificar o ocorrido, Luiz Paulo foi surpreendido e atacado com golpes de faca por Eduardo, enquanto Nathan dava apoio à ação. Após o ataque, os dois fugiram. A vítima chegou a ser socorrida com vida pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Segundo a investigação, o homicídio foi motivado por ciúmes. Eduardo acreditava que Luiz Paulo mantinha um “caso” com sua companheira, com quem ela já havia tido envolvimento anteriormente — circunstância considerada motivo fútil.

Dias após o crime, Eduardo foi encontrado morto no Rio do Peixe, em Videira. A suspeita da família é de que ele tenha tentado atravessar o rio, apesar de possuir problemas pulmonares. Nathan foi preso após a conclusão do inquérito.

O Conselho de Sentença afastou as teses da defesa de cooperação dolosamente distinta (lesão corporal) e de participação de menor importância. Os jurados acolheram a tese do Ministério Público, reconhecendo o motivo fútil e o recurso que dificultou a defesa da vítima.

Ao fixar a pena, o juiz Flavio Luis Dell’Antonio considerou, entre outros fatores, a conduta do réu como agravante. Ele já cumpria pena por tráfico de drogas em regime aberto e, mesmo assim, participou do crime utilizando uma balaclava para evitar identificação. “Embora não tenha desferido os golpes, o acusado permaneceu ao lado do autor durante toda a ação, prestando apoio e incentivo”, destacou o magistrado.

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