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Previsão do Tempo 11/09/2026 | 16:10
Publicado em 09/04/2026 ás09:45
Uma operação para desmantelar uma organização criminosa suspeita de articular fraudes e superfaturamento no SC Saúde, o plano de saúde dos servidores estaduais, foi deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina nesta quinta-feira (9). A Operação Dose Extra, conduzida pela Delegacia de Combate à Corrupção (DECOR/DEIC), cumpriu 31 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Tocantins, focando em um esquema que envolvia médicos, empresários e advogados.
As investigações começaram após uma auditoria do próprio Governo do Estado detectar irregularidades em cirurgias de coluna. O grupo utilizava negativas administrativas do plano para judicializar os pedidos e apresentar orçamentos de materiais com valores astronômicos. A disparidade era tamanha que, em um dos casos, um procedimento avaliado em R$ 29 mil foi cobrado judicialmente por mais de R$ 600 mil. Para mascarar o superfaturamento, os médicos indicavam empresas que simulavam concorrência, mas que pertenciam ao mesmo grupo econômico.

Até o momento, a análise de apenas 33 procedimentos revelou um prejuízo de R$ 6 milhões aos cofres públicos, montante que deve aumentar com o avançar dos trabalhos. Diante das provas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões em bens e valores dos envolvidos, além da apreensão de 35 veículos, duas motos aquáticas e uma embarcação.
As cinco empresas investigadas foram proibidas de firmar contratos com o Estado de Santa Catarina. A Polícia Civil ressaltou que, até o momento, não há indícios de participação de servidores públicos no esquema. Os materiais apreendidos agora passarão por perícia para individualizar as condutas dos suspeitos, que respondem pelos crimes de organização criminosa e estelionato majorado.
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