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Previsão do Tempo 25/07/2026 | 16:50
Publicado em 11/04/2026 ás08:00
Um crime que chocou pela brutalidade foi a júri popular nesta sexta-feira (10) no Fórum da Comarca de Ponte Serrada. Valmir Rodrigo Pegoraro, de 41 anos, foi condenado a 71 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato da própria filha, Hosana Esmeralda Silva Pegoraro, que tinha apenas um ano e oito meses na época do crime.
Após mais de 13 horas de julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O réu foi condenado por feminicídio (com três causas de aumento de pena), ocultação de cadáver e sequestro qualificado. Devido à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a soberania do Tribunal do Júri, a execução da pena é imediata e o réu não poderá recorrer em liberdade.

TJSC/Divulgação
O crime e a motivação
O crime ocorreu em 25 de maio de 2025, na zona rural de Vargeão. Conforme a denúncia, o casal estava visitando familiares em Abelardo Luz quando houve um desentendimento. A mãe da criança manifestou o desejo de se separar, momento em que o réu, sob o pretexto de dar colo à menina, a tirou dos braços da mãe e fugiu para uma área de mata fechada.
O homem atravessou o rio Chapecozinho com a criança e, em um terreno de difícil acesso, matou a filha asfixiada com uma corda. O corpo da menina só foi localizado na manhã seguinte, após uma operação que mobilizou 80 profissionais de segurança. Ainda no dia do crime, o homem confessou o ato por telefone a familiares e se entregou à polícia.
Atrocidade e frieza

MPSC/Divulgação
Durante o julgamento, os Promotores de Justiça Estevão Vieira Diniz Pinto e Edisson de Melo Menezes ressaltaram a frieza do acusado. A Promotoria sustentou que o réu enxergava a filha como uma propriedade e utilizou a criança como objeto para atingir a mãe.
A pena de 60 anos pelo feminicídio considerou o fato de a vítima ter menos de 14 anos e o uso de dissimulação que impossibilitou qualquer defesa. Somaram-se ainda oito anos pelo sequestro qualificado — pelo sofrimento físico imposto à criança durante a fuga — e três anos pela ocultação do cadáver.
Sentimento de justiça

TJSC/Divulgação
Familiares da vítima acompanharam o julgamento usando camisetas com a foto de Hosana. Após a leitura da sentença, a mãe da menina, Ester Alzira Rodrigues da Silva, expressou alívio. Ela afirmou que a condenação traz a sensação de que a justiça foi feita, permitindo que a família tente retomar a vida após o trauma.
O Ministério Público destacou que o resultado é uma resposta necessária à sociedade diante de um crime que extrapolou todos os padrões de moralidade e normas civilizatórias.
Após a remoção da água, o corpo ficou sob a responsabilidade da Polícia Militar, que isolou a área até a chegada da Polícia Científica. O cadáver será
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