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Previsão do Tempo 10/09/2026 | 01:38
Publicado em 01/05/2026 ás20:00
Santa Catarina deve sentir os efeitos do El Niño antes do previsto. O fenômeno, que era esperado apenas para a primavera, está se desenvolvendo com rapidez e já deve apresentar sinais a partir de julho. A conclusão é do Fórum Climático Catarinense, que reuniu especialistas da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, Epagri/Ciram, AlertaBlu, IFSC e UFSC.
O El Niño é caracterizado pela elevação anormal da temperatura das águas do Oceano Pacífico na região equatorial. Existe um consenso de mais de 80% de chance de o fenômeno se estabelecer no trimestre de junho, julho e agosto. A expectativa é que ele ganhe força gradualmente e atinja intensidade forte na primavera, quando as anomalias de temperatura no Oceano Pacífico Equatorial devem superar 1,5°C.
De modo geral, o fenômeno provoca chuvas acima da média e temperaturas mais elevadas do que o habitual para o período. Neste inverno, a previsão aponta para precipitações mais frequentes e episódios de frio menos intensos e passageiros. O impacto mais significativo no Sul do Brasil deve ocorrer entre setembro e novembro, quando as chuvas tendem a se intensificar. A meteorologista Nicolle Reis, da Defesa Civil estadual, ressalta que um El Niño forte não implica necessariamente em eventos extremos, mas torna a atmosfera mais favorável a essas ocorrências.
Nos próximos meses, o cenário de mudança é gradual. Maio deve registrar chuvas irregulares e volumes abaixo da média, mesmo com a passagem de frentes frias. A partir de junho, a frequência de instabilidades aumenta significativamente. A projeção é de chuvas mais frequentes e temporais intensos, com acumulados que podem superar os 100 mm a 150 mm habituais na maior parte do estado, especialmente no Grande Oeste.

Diante do cenário, a Defesa Civil de Santa Catarina intensificou as ações de preparação. No Vale do Itajaí, a Barragem Sul passou por revitalização completa, incluindo automação e modernização de equipamentos. A rede de monitoramento foi ampliada e agora conta com 172 estações meteorológicas e hidrológicas, além de quatro radares. O quadro técnico também foi reforçado com a ampliação da equipe de meteorologistas e a capacitação de gestores municipais em gestão de desastres e sistemas de comando de operações.
O trabalho preventivo inclui ainda a limpeza de córregos, o manejo de árvores em áreas de risco e a atualização contínua dos Planos de Contingência municipais. A população deve acompanhar as atualizações das condições do tempo e seguir as orientações divulgadas pelos canais oficiais da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil.
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