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Previsão do Tempo 27/07/2026 | 10:12

Polícia

Policial é baleado durante operação contra fraude em atestados para detentos

Publicado em 05/05/2026 ás09:45

MPSC/Divulgação

Foto: MPSC/Divulgação

Um policial militar foi baleado na perna na manhã desta terça-feira (5) durante o cumprimento de mandados da operação “Efeito Colateral”. O militar recebeu atendimento imediato do Corpo de Bombeiros e, conforme as informações iniciais, encontra-se em estado estável após ser encaminhado ao hospital. O confronto ocorreu no momento da abordagem a um médico, alvo da investigação.

A operação, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), tem como objetivo desarticular um esquema de emissão de atestados médicos ideologicamente falsos. Os documentos eram utilizados para instruir pedidos de prisão domiciliar de detentos do Complexo Penitenciário de Itajaí.

Foram cumpridos quatro mandados de prisão e 37 mandados de busca e apreensão em Camboriú, Itajaí, Balneário Camboriú, Barra Velha, Gaspar, Navegantes, Joinville, Itapema e Porto Belo, em Santa Catarina e Pinhais e Pontal do Paraná, no Estado do Paraná.

Durante a operação foram apreendidos mais de R$100 mil reais, três armas de fogos, 64 munições, 18 aparelhos celulares e outros aparelhos eletrônicos. Além disso, diversos documentos que serão analisados na investigação.

Esquema de fraude

Segundo a investigação da 8ª Promotoria de Justiça de Itajaí, uma advogada atuava em conluio com um médico para emitir atestados simulando comorbidades graves ou inexistentes. O objetivo era fundamentar pedidos de liberdade ou prisão domiciliar. Os dados do GAECO indicam que a maioria dos beneficiados pelo esquema são lideranças criminosas que, uma vez em prisão domiciliar, frequentemente rompiam a tornozeleira eletrônica e tornavam-se foragidos.

O material apreendido — documentos, equipamentos eletrônicos e mídias — será encaminhado à Polícia Científica para perícia técnica. O nome da operação, "Efeito Colateral", faz referência às consequências sistêmicas da fraude médica, que distorcia decisões judiciais e fragilizava o sistema de controle penal. O procedimento tramita sob sigilo.

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