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Previsão do Tempo 05/09/2026 | 18:09
Publicado em 07/05/2026 ás08:29
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quarta-feira (6) a criação de um Plano de Farmacovigilância Ativa para monitorar o uso das populares "canetas emagrecedoras". A iniciativa marca uma mudança estratégica: em vez de apenas aguardar relatos voluntários, o órgão passará a realizar um monitoramento proativo em parceria com hospitais e estabelecimentos de saúde para identificar efeitos colaterais de forma sistemática.
O foco são os medicamentos agonistas do receptor do GLP-1, como a semaglutida. Segundo o diretor da Anvisa, Thiago Lopes Cardoso Campos, a medida responde ao crescimento expressivo do consumo e ao aumento de complicações no Brasil. Entre 2018 e março de 2026, foram registradas quase 3 mil notificações de eventos adversos, com um pico significativo em 2025. O órgão alerta que o uso "off-label" (fora da bula) e sem acompanhamento clínico adequado amplia os riscos à saúde.
Além dos efeitos colaterais, a Anvisa demonstrou preocupação com o mercado ilegal. A alta demanda tem impulsionado a circulação de produtos falsificados ou manipulados sem garantia de qualidade, o que configura crime previsto no Código Penal. "Medicamentos sem garantia de origem representam um risco sanitário gravíssimo, podendo causar danos irreversíveis", destacou Campos.
O plano contará com a participação da Rede Sentinela e dos hospitais universitários da HU Brasil. Além disso, a Anvisa firmou um acordo de cooperação com a Polícia Federal para ações conjuntas de fiscalização. Para a diretoria do órgão, é indispensável acompanhar como esses medicamentos se comportam na "vida real", garantindo que o entusiasmo com a inovação não mascare os perigos do uso indiscriminado.
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