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Joaçaba

Relator revela que desvio de recursos de Joaçaba já atinge R$ 8,5 milhões

Publicado em 21/05/2026 ás19:00

Divulgação

Foto: Divulgação

O volume de recursos públicos desviados da Prefeitura de Joaçaba é ainda maior do que o apontado pelas apurações iniciais. Novos dados divulgados na tarde desta quinta-feira (21) pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o vereador Jean Calza, revelam que as transferências para as contas pessoais do então tesoureiro somam quase R$ 8,5 milhões.

A maior parte das movimentações ocorreu por meio de uma conta vinculada à Caixa Econômica Federal e o restante foi realizado através do Banco do Brasil. As informações constam em novos documentos que os membros da CPI — Jean Calza, Diego Bairros e Ricardo Menezes — receberam diretamente das próprias instituições financeiras.

De acordo com o relator, a possibilidade de que esse montante seja ainda maior não está descartada. Jean Calza já iniciou a elaboração do relatório final, com previsão de apresentação para o fim de junho. O foco da comissão agora é identificar as falhas administrativas que permitiram o desvio e buscar o destino dos valores para que retornem aos cofres públicos.

O vereador relembrou a evolução do caso, destacando que as suspeitas começaram na ordem de R$ 1 milhão, passaram para R$ 4 milhões após as primeiras análises e agora já superam os R$ 8 milhões. O ex-servidor foi exonerado em dezembro de 2025, logo após o Tribunal de Contas de Santa Catarina abrir uma investigação. O caso também segue sob apuração do Ministério Público e da Polícia Civil.

Em oitivas recentes da CPI, tanto o atual prefeito quanto o ex-prefeito, que exerceu o mandato por oito anos, afirmaram que desconheciam a existência de senhas em seus nomes utilizadas pelo tesoureiro. O relator apontou que a maior parte das transferências foi registrada justamente com as credenciais vinculadas aos gestores.

Embora existam indícios de que o tesoureiro tenha agido de forma isolada, a comissão ressalta que ainda não é possível descartar a ausência de outras pessoas envolvidas na fraude.

Paralelamente aos trabalhos do Legislativo, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou, na última terça-feira (19), um recurso do Ministério Público que pedia a prisão preventiva do investigado. O TJSC manteve a decisão de deixá-lo monitorado por tornozeleira eletrônica, por entender que as medidas cautelares atuais são suficientes para resguardar o processo.

Fonte: Adriana Panizzi/Ascom Câmara de Vereadores

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