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Previsão do Tempo 22/07/2026 | 11:38
Publicado em 27/05/2026 ás17:19
A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) favorável ao fim da escala de trabalho 6x1. O parecer à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 recebeu 34 votos a favor e quatro contra. A matéria segue agora para o plenário da Casa, onde precisa do apoio de, no mínimo, 308 parlamentares em dois turnos de votação. A expectativa é que o texto seja votado ainda hoje.
O relatório unificou duas propostas que tramitavam na Casa: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP). O texto final modifica o artigo 7º da Constituição Federal, fixando a jornada normal de trabalho em até oito horas diárias e 40 horas semanais (atualmente são 44 horas), com dois dias de repouso semanal remunerado — um deles preferencialmente aos domingos — e sem qualquer redução salarial.
A implementação da nova jornada terá dois períodos de transição, fruto de um acordo entre o governo federal e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB):
Primeira etapa: 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, a jornada máxima cai de 44 para 42 horas semanais.
Segunda etapa: Doze meses após a entrada em vigor da primeira fase, a carga horária é reduzida em mais duas horas, consolidando-se em 40 horas semanais.
Durante o período de transição, haverá a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho para viabilizar a distribuição da carga semanal, desde que a medida seja aprovada por meio de convenção ou acordo coletivo.
A votação na comissão foi marcada por fortes debates políticos. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), protocolou um destaque para derrubar o período de transição e anunciou que defenderia em plenário a aplicação imediata da escala 4x3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), mas a manobra acabou rejeitada na comissão.
A postura do PL foi duramente criticada por parlamentares da base governista e independentes, que acusaram o partido de tentar inflar a proposta para manipular a opinião pública e inviabilizar a aprovação do texto.
O relator Leo Prates também barrou emendas apresentadas por mais de 170 parlamentares de oposição e do Centrão. As propostas rejeitadas previam uma transição de dez anos, redução da alíquota do FGTS e compensações financeiras para as empresas — pontos apelidados pelos governistas de "Bolsa Patrão". Grande parte dos deputados que assinaram essas emendas retirou o apoio após sofrer forte desgaste e críticas em suas bases eleitorais.
Alencar Santana (PT-SP);
Alfredinho (PT-SP);
Any Ortiz (PP-RS);
Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ);
Carlos Zarattini (PT-SP);
Cleber Verde (MDB-MA);
Daiana Santos (PCdoB-RS);
Dani Cunha (PL-RJ);
Dorinaldo Malafaia (PDT-AP);
Duarte Jr. (Avante-MA);
Erika Hilton (PSOL-SP);
Geraldo Resende (União-MS);
Glaustin da Fokus (Podemos-GO);
José Rocha (União-BA);
Julio Lopes (PP-RJ);
Leonardo Monteiro (PT-MG);
Leo Prates (Republicanos-BA);
Lidice da Mata (PSB-BA);
Luiz Carlos Motta (PL-SP);
Luiz Gastão (PSD-CE);
Marcelo Queiroz (PSDB-RJ);
Maria do Rosario (PT-RS);
Mauro Benevides Filho (União-CE);
Max Lemos (União-RJ);
Paulinho da Força (Solidariedade-SP);
Paulo Marinho Jr. (PL-MA);
Pedro Westphalen (PP-RS);
Rafael Brito (MDB-AL);
Reginaldo Lopes (PT-MG);
Roberto Duarte (Republicanos-AC);
Rodrigo da Zaeli (PL-MT);
Saullo Vianna (MDB-AM);
Sidney Leite (PSD-AM);
Tulio Gadêlha (PSD-PE)
Gilson Marques (Novo-SC)
Julia Zanatta (PL-SC)
Mauricio Marcon (PL-RS)
Osmar Terra (PL-RS)
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