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Previsão do Tempo 06/09/2026 | 09:16

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EUA atacam o Pix e ameaçam taxar produtos brasileiros em 25%

Publicado em 02/06/2026 ás11:30

Divulgação

Foto: Divulgação

O escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) publicou um relatório na noite desta segunda-feira (1º) atacando diretamente o Pix. O órgão do governo norte-americano acusa a tecnologia brasileira de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses de pagamento eletrônico, como Mastercard, Visa e WhatsApp Pay. Como retaliação, o documento sugere a aplicação de uma taxa de 25% sobre parte dos produtos importados do Brasil.

O relatório é o resultado de uma investigação iniciada em julho de 2025, sob a gestão de Donald Trump, para apurar supostas práticas desleais do comércio brasileiro. Segundo a conselheira jurídica geral do USTR, Jennifer Thornton, o Brasil favorece politicamente o Pix, classificado no documento como uma "campeã nacional".

“Os atos, políticas e práticas do Brasil relacionados ao tratamento preferencial concedido ao Pix são injustos e discriminatórios. O papel duplo do Banco Central do Brasil como regulador e proprietário/operador do Pix cria um conflito de interesses”, aponta o texto da investigação.

Por que o Pix virou alvo dos EUA?

De acordo com a investigação norte-americana, as regras do Banco Central brasileiro impõem um "ônus" às empresas dos EUA. Os pontos mais criticados pelo relatório foram:

  • Obrigatoriedade: O BC exige que instituições financeiras com mais de 500 mil contas ativas ofereçam o Pix;

  • Visibilidade: Os aplicativos e sites bancários são obrigados a dar ao Pix o mesmo destaque visual de outros meios de pagamento;

  • Gratuidade: A exigência de que o sistema seja gratuito para pessoas físicas é vista pelos EUA como uma forma de forçar empresas americanas a promover um concorrente sem qualquer compensação.

Nos bastidores econômicos, a ofensiva reflete a forte concorrência que o Pix passou a exercer contra o WhatsApp Pay e as bandeiras de cartão de crédito tradicionais. Além disso, a ferramenta brasileira começou a se consolidar como alternativa ao uso do dólar em determinadas transações internacionais. Segundo informações da agência financeira Bloomberg, as big techs e operadoras de cartão vinham pressionando o governo Trump por sanções.

Próximos passos e prazos

O governo brasileiro e as empresas que possam ser afetadas pelas sanções têm até o dia 15 de julho para se manifestar oficialmente sobre o relatório final. Caso os argumentos do Brasil não sejam aceitos, os Estados Unidos poderão começar a adotar as chamadas “medidas corretivas”, incluindo a sobretaxa de 25% aos produtos nacionais.

Fonte: Agência Brasil

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