Caco Da Rosa - Mulher que se passava por criança de 12 anos vira ré na Justiça por estelionato
Menu

Jornalismo (49) 99111-4055

Anuncie no Portal (49) 99117-4389

Previsão do Tempo 09/06/2026 | 21:05

Geral

Mulher que se passava por criança de 12 anos vira ré na Justiça por estelionato

Publicado em 09/06/2026 ás18:09

Polícia Civil/Divulgação

Foto: Polícia Civil/Divulgação

A mulher de 37 anos, que foi presa após se passar por uma adolescente de 12 anos em Joinville, foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelos crimes de estelionato e falsa identidade. A denúncia foi recebida pela Justiça na tarde desta terça-feira (9).

Segundo a ação, a acusada criou uma personagem fictícia para enganar um casal e obter vantagens materiais entre fevereiro de 2025 e junho de 2026. Utilizando o nome falso de “Gabriele Ferreira dos Santos”, ela convenceu as vítimas com relatos falsos de abusos e maus-tratos familiares. Sensibilizado, o casal acolheu a mulher e passou a custear integralmente sua subsistência, incluindo moradia, alimentação, transporte, festas de aniversário e até medicamentos de alto custo para emagrecimento.

Para manter a farsa, a ré adotava comportamentos infantis, como fala mimetizada, uso de objetos típicos de crianças e simulação de crises emocionais.

“Os elementos colhidos indicam um esquema elaborado de fraude, com a criação de uma identidade fictícia e a manipulação emocional das vítimas para obtenção de vantagens indevidas”, afirmou a Promotora de Justiça Viviane Soares.

Histórico em outras cidades e estados

As investigações apontam que a acusada é reincidente nesse tipo de conduta. Conforme o auto de prisão em flagrante, ela já atuou de forma similar em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e, em Santa Catarina, nas cidades de Florianópolis e Chapecó — onde inclusive já responde a outra ação penal por fatos semelhantes.

Processo suspenso para exame psicológico

A Justiça determinou a instauração de um incidente de insanidade mental para avaliar a condição psicológica da denunciada, que segue presa em flagrante. A medida atende a um pedido da defesa e prevê a realização de um exame médico pericial.

O objetivo é verificar se a investigada tinha capacidade legal de responder por seus atos na época do crime. Enquanto o laudo médico não for concluído, o processo principal da ação penal ficará suspenso. Caso seja atestada a incapacidade mental, o resultado mudará os rumos do caso, podendo gerar a aplicação de medida de segurança em vez de prisão.

Participe de nosso
Grupo no WhatsApp

Mais Acessadas

X