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Previsão do Tempo 20/06/2026 | 15:18
Publicado em 19/06/2026 ás14:30
Após 12 horas de julgamento no Fórum da Comarca de Chapecó, a Justiça condenou, nesta quinta-feira (18), o homem responsável pelo assassinato da atleta Patrícia Ribeiro, de 21 anos, ocorrido em junho de 2025. O réu recebeu uma pena de 34 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, sem direito a recorrer em liberdade.
O Conselho de Sentença, formado por quatro homens e três mulheres, acatou integralmente a tese do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O réu foi considerado culpado por homicídio duplamente qualificado (motivação fútil e recurso que impossibilitou a defesa), tentativa de homicídio contra um amigo da vítima e porte ilegal de arma de fogo. Na mesma sessão, um segundo homem que também respondia ao processo foi absolvido pelos jurados.

O promotor de Justiça Moacir José Dal Magro, responsável pela acusação, refutou a tese de legítima defesa e destacou a crueldade do crime. “Estamos aqui para trazer dignidade à memória da vítima e para punir com justiça o autor do crime”, declarou durante o júri.
Relembre o caso

Polícia Civil/Divulgação
Patrícia Ribeiro, natural de Concórdia, era uma promessa do futsal catarinense. Na madrugada de 7 de junho de 2025, após um show em Chapecó, ela e amigos pararam em uma lanchonete na Avenida Getúlio Vargas. Segundo o MPSC, o réu e um comparsa abordaram as jovens com assédios. Diante da negativa das vítimas e do pedido para que se afastassem, o homem, exaltado, iniciou os disparos.
Patrícia foi atingida na clavícula e, ao tentar fugir, foi alvejada pelas costas. Mesmo ferida, ainda buscou ajuda, mas não resistiu aos ferimentos. O autor fugiu do local sem prestar socorro. Os envolvidos foram presos em flagrante na manhã seguinte.
Memória e comoção

O julgamento foi acompanhado por familiares e amigos que se deslocaram de Concórdia a Chapecó. Em depoimentos emocionados, a mãe e a irmã de Patrícia descreveram a jovem como uma pessoa alegre e cheia de sonhos.
A carreira esportiva da vítima foi um dos pontos mais destacados durante a sessão. Com talento descoberto aos oito anos de idade, Patrícia acumulou títulos estaduais e foi vice-campeã brasileira de futsal. "Ela tinha um talento muito grande e conquistou o respeito de todas as adversárias. Uma menina promissora que poderia ter integrado grandes equipes", relembrou seu treinador em depoimento exibido via vídeo.
A vizinha da vítima resumiu o impacto da perda para a comunidade: "A morte de Patrícia calou o nosso bairro. Ainda é muito triste não ouvir mais a alegria dela nas ruas".
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