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Saúde

Santa Catarina adota estratégia para acelerar cirurgias de revisão de quadril e joelho

Publicado em 30/06/2026 ás15:35

Thiago Kaue/SecomGOVSC

Foto: Thiago Kaue/SecomGOVSC

O Governo de Santa Catarina implementou uma nova estratégia para agilizar as cirurgias de revisão de quadril e joelho na rede pública de saúde. A medida foca no enfrentamento de filas históricas, com a ampliação da rede hospitalar habilitada para realizar esses procedimentos de alta complexidade. Até o momento, 308 pacientes já foram encaminhados para avaliação, incluindo casos que aguardavam há anos pela cirurgia.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que já direcionou todos os pacientes que necessitam de revisão de joelho e aqueles que aguardam por revisão de quadril com solicitações anteriores a 2024.

O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, ressalta que a iniciativa é um marco na gestão estadual. Segundo o gestor, sob orientação do governador Jorginho Mello, o Estado realiza pela primeira vez na história o enfrentamento real da demanda por cirurgias eletivas. A estratégia visa ampliar a capacidade de atendimento, garantir segurança e qualidade aos pacientes e, principalmente, reduzir progressivamente o tempo de espera.

Para solucionar o represamento de filas, concentrado anteriormente nos hospitais Celso Ramos e Regional de São José, o Estado criou um incentivo financeiro adicional. Conforme a Deliberação nº 720/CIB/2025, retificada em 11 de junho de 2026, hospitais habilitados em Alta Complexidade em Ortopedia e credenciados para Enxerto Ósseo recebem valores extras para cada procedimento realizado.

Pelo novo modelo, o Estado paga R$ 27 mil por revisão de quadril e R$ 8 mil por revisão de joelho, valores que se somam aos repasses da Tabela Catarinense e da Tabela SUS. Este montante, que pode chegar a até 12 vezes o valor da tabela nacional, justifica-se pela complexidade das cirurgias, que exigem o uso de materiais de alto custo, tempo cirúrgico prolongado e equipes altamente capacitadas.

As cirurgias de revisão são destinadas a pacientes que já possuem próteses, mas que precisam substituí-las total ou parcialmente devido ao desgaste natural ou condições clínicas. O aumento das cirurgias primárias e o envelhecimento da população são os principais fatores para a alta demanda no estado.

Um dos diferenciais da estratégia é a exigência de que os hospitais possuam habilitação para transplante ósseo. Atualmente, três unidades compõem a rede credenciada para este modelo: o Hospital Santo Antônio, em Blumenau; o Hospital Bethesda, em Joinville; e o Hospital e Maternidade Imigrantes, em Brusque, este último incluído após aprovação na última reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB).

Além dessa estratégia específica, Santa Catarina mantém o Programa de Valorização dos Hospitais, que desde 2024 garante incentivos fixos para o custeio e a sustentabilidade das unidades hospitalares em todo o estado.

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