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Previsão do Tempo 07/07/2026 | 14:20
Publicado em 07/07/2026 ás09:30
As exportações catarinenses alcançaram US$ 6,13 bilhões no primeiro semestre de 2026, registrando um crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho positivo foi sustentado pela reconfiguração da pauta comercial do estado, que buscou novos destinos para compensar a queda de 31,3% nas vendas para os Estados Unidos, afetadas por medidas tarifárias.
A estratégia de diversificação permitiu que o estado neutralizasse impactos negativos de tensões geopolíticas e restrições comerciais. A União Europeia consolidou-se como o principal destino das exportações catarinenses no período, com alta de 11,5% impulsionada pelo acordo com o Mercosul. Também houve expansão expressiva nos embarques para o Japão (+41,2%), México (+15,2%), Paraguai (+13,3%) e China (+10,4%).
Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, os números refletem a agilidade do setor produtivo local. "A reconfiguração dos nossos destinos comerciais demonstra a resiliência da indústria catarinense, que conseguiu expandir sua atuação em mercados estratégicos e compensar perdas expressivas com as vendas aos EUA", afirmou.
A proteína animal foi o grande motor das exportações. As vendas de carne de aves somaram US$ 1,13 bilhão, enquanto o segmento de suínos atingiu US$ 873,9 milhões, alavancado principalmente pelo mercado japonês.
Por outro lado, o setor madeireiro foi o mais penalizado pela política tarifária norte-americana. Segundo dados da FIESC, as vendas do setor para os EUA despencaram 40,8%, caindo de US$ 316,6 milhões para US$ 187,5 milhões. O economista-chefe da federação, Pablo Bittencourt, alerta que itens enquadrados na "Seção 232" continuam em cenário crítico, pressionando a economia das regiões Serrana e do Planalto Norte.
No campo das importações, Santa Catarina movimentou US$ 18,15 bilhões no semestre, uma expansão de 7,9%. O volume foi puxado por insumos estratégicos, como cobre (+24,6%), pneus (+86,5%) e componentes automotivos (+17,31%).
Para o próximo semestre, a expectativa é que o Acordo União Europeia-Mercosul continue abrindo janelas de oportunidade. Contudo, a FIESC mantém cautela diante da possibilidade de novas barreiras tarifárias norte-americanas. Bittencourt reforça que a sustentabilidade do crescimento catarinense dependerá da capacidade dos setores afetados, especialmente o madeireiro e o moveleiro, em aprofundar a diversificação de seus mercados internacionais para mitigar choques externos.
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