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Previsão do Tempo 29/07/2026 | 18:01

Polícia

Investigação revela que advogada teria atuado como 'elo' entre criminosos em SC

Publicado em 29/07/2026 ás08:00

MPSC/Divulgação

Foto: MPSC/Divulgação

Uma advogada residente em Chapecó e um detento em Joinville são os principais alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pelo MPSC na manhã desta quarta-feira (29), sob suspeita de intermediação de comunicações ilegais para organização criminosa.

A operação, denominada "Ascot", foi deflagrada pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital, com o suporte do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e do GEFAC (Grupo Estadual de Apoio ao Enfrentamento a Facções Criminosas).

De acordo com as investigações, iniciadas a partir de desdobramentos da Operação "Sodalitas Finis" (2023), a advogada teria extrapolado suas prerrogativas profissionais para atuar em benefício de uma facção criminosa, servindo como elo de ligação entre membros presos e integrantes em liberdade.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas (VEOC). As diligências, acompanhadas pela OAB, visaram coletar provas que serão submetidas à perícia da Polícia Científica para aprofundar as apurações sobre o uso indevido da função profissional.

Origem do nome

O termo "Ascot" refere-se a um tipo de nó de gravata (Ascot tie). A escolha do nome é uma alusão à gíria "gravata", frequentemente utilizada no ambiente prisional para se referir a advogados, remetendo diretamente à suspeita de que a profissional utilizava seu cargo para facilitar o fluxo de informações criminosas.

O caso segue tramitando sob sigilo. Informações adicionais serão divulgadas pelo Ministério Público conforme o avanço das investigações e novas autorizações judiciais.

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