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Defesa Civil de SC monitora formação de ciclone-bomba no Sul do Brasil

Publicado em 05/08/2026 ás21:10

Imagem ilustrativa da formação de um ciclone. Fonte: Dsat – CPTEC

Foto: Imagem ilustrativa da formação de um ciclone. Fonte: Dsat – CPTEC

Entre esta quinta (6) e sexta-feira (7), a formação de um ciclone extratropical entre o litoral do Rio Grande do Sul e do Uruguai voltará a provocar mudanças significativas no tempo em toda a Região Sul do Brasil. O sistema é monitorado de perto pela Defesa Civil de Santa Catarina, já que há potencial para que se intensifique rapidamente sobre o oceano e adquira características de um ciclone-bomba.

Em território catarinense, o tempo permanece instável já nesta quinta-feira, com condições para chuvas e temporais isolados desde o período da manhã. As instabilidades ganham ainda mais força com a passagem da frente fria associada ao sistema entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira, sendo mais intensas entre o Extremo Oeste e o Oeste, onde as rajadas de vento podem superar os 70 km/h.

Ao longo da madrugada e da manhã de sexta-feira, a frente fria avança pelas demais regiões do estado. Na sequência, o sistema se afasta gradativamente, permitindo que o tempo volte a ficar estável.

A Defesa Civil reforça que a evolução do fenômeno segue sob acompanhamento contínuo para verificar se atingirá os critérios técnicos de um ciclone-bomba. A população é orientada a acompanhar as atualizações das previsões e avisos meteorológicos oficiais. Alertas gratuitos podem ser recebidos via SMS enviando o CEP para o número 40199, além das informações disponíveis no site e nas redes sociais do órgão.

O que é um ciclone-bomba?

O termo "ciclone-bomba" é utilizado por meteorologistas quando um ciclone extratropical passa por um processo de intensificação extremamente rápido, marcado por uma queda acentuada da pressão atmosférica em poucas horas. Isso faz com que a frente fria associada avance mais velozmente sobre o continente, resultando em tempestades mais severas, ventos intensos e maior probabilidade de granizo.

De acordo com a meteorologista da Defesa Civil, Nicolle Reis, a intensidade dos impactos em Santa Catarina depende fundamentalmente de onde o sistema se intensifica. Se o processo ocorre mais próximo à costa, o potencial para ventos fortes, ressaca e temporais é maior; caso ocorra em alto mar, mais distante da terra, os efeitos no estado tendem a ser abrandados.

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