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Pais estão menos presentes na criação de filhos, aponta estudo

Publicado em 09/08/2026 ás09:40

Arquivo Agência Brasil

Foto: Arquivo Agência Brasil

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Nexus revela que metade dos brasileiros acredita que os pais da atualidade estão menos presentes na criação dos filhos em comparação com as gerações anteriores. Apesar dessa percepção de distanciamento, oito em cada dez entrevistados consideram alta ou muito alta a importância da figura paterna no desenvolvimento das crianças e jovens.

O levantamento ouviu 2.013 pessoas em diferentes regiões do país e apontou divergências significativas de opinião entre gêneros e faixas etárias.

Percepções entre homens e mulheres

Entre o público feminino, 56% avaliam que os pais participam menos do que antes, enquanto 31% acreditam que estão mais presentes. Já entre os homens, as opiniões se dividem de forma equilibrada: 44% enxergam uma participação maior hoje em dia, e outros 44% apontam uma redução.

Quanto ao valor atribuído à paternidade, 81% dos homens a classificam como alta ou muito alta para o desenvolvimento dos filhos, índice que fica em 73% entre as mulheres. A valorização também varia conforme a idade: 82% dos jovens de 16 a 24 anos reconhecem essa alta importância, proporção que cai para 62% entre as pessoas com 60 anos ou mais.

O conceito de “bom pai”

O estudo buscou definir o que a população entende como a principal característica de um bom pai:

  • Presença diária: 49% (destacada por 53% das mulheres e 45% dos homens);

  • Educar e orientar com limites: 19% (21% entre os homens e 17% entre as mulheres);

  • Demonstrar carinho e afeto: 8%;

  • Dar exemplo: 7%;

  • Oferecer segurança financeira: 3%.

O convívio cotidiano é priorizado principalmente pelos mais jovens, sendo apontado como o fator mais relevante por 56% das pessoas entre 25 e 40 anos e por 55% na faixa de 16 a 24 anos. Em contrapartida, os grupos mais velhos dão maior peso à educação com limites, índice que alcança 24% entre os entrevistados de 41 a 49 anos e 26% entre os com 60 anos ou mais.

Para Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, os dados mostram uma transição cultural no país. "O brasileiro já consolidou a ideia de que o bom pai é aquele presente no dia a dia, deixando para trás a figura do mero provedor financeiro. O desafio agora está na prática", avalia. "O fato de metade da população enxergar os pais de hoje como menos participativos do que os do passado mostra que o discurso avançou mais rápido do que a mudança real de comportamento dentro de casa", acrescenta.

Fonte: Agência Brasil

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