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Previsão do Tempo 11/08/2026 | 08:11

Região

Justiça condena homem que tentou matar a ex com soda cáustica e facada no pescoço

Publicado em 10/08/2026 ás16:00

Imagem gerada com IA (ChatGPT)

Foto: Imagem gerada com IA (ChatGPT)

Um homem que obrigou a ex-companheira a ingerir soda cáustica, cortou o pescoço dela e a deixou agonizando por cerca de cinco horas foi condenado a 37 anos, cinco meses e cinco dias de reclusão em regime inicial fechado pelo Tribunal do Júri de Campos Novos. A sessão de julgamento ocorreu na última sexta-feira (7).

O crime foi julgado um ano após os fatos, ocorridos em 1º de setembro do ano passado. O réu, que é reincidente e estava preso preventivamente desde a época do crime, retornou ao presídio após a leitura da sentença.

Conforme a denúncia apresentada aos jurados pelo promotor de Justiça Paulo Roberto Colombo Junior, o réu não aceitava o fim do relacionamento e, dias antes do ataque, já havia ameaçado a vítima de morte com uma faca, motivando o pedido de medidas protetivas de urgência.

Na manhã do crime, o homem descumpriu a ordem judicial ao aguardar a vítima perto de seu local de trabalho, subindo de surpresa na garupa da motocicleta dela para forçá-la a ir até sua casa. No local, obrigou a mulher a ingerir soda cáustica, causando graves queimaduras na boca e na língua. Mais tarde, enquanto a vítima vomitava e estava sem condições de reagir, desferiu uma facada em seu pescoço.

A mulher só foi socorrida após cerca de cinco horas, quando a irmã e a sobrinha do réu chegaram à residência e acionaram o socorro médico. O crime não resultou em morte porque o golpe falhou a artéria carótida por meio milímetro.

Julgamento e repercussão

A vítima sobreviveu com sequelas graves e prestou um depoimento emocionado durante o julgamento, detalhando as marcas físicas e emocionais deixadas pela violência.

O conselho de sentença reconheceu as qualificadoras e causas de aumento por descumprimento de medidas protetivas, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa.

Para o promotor Paulo Roberto Colombo Junior, a condenação atua como um recado severo contra a violência de gênero. “Não podemos aceitar a banalização da vida. O sentimento de posse e a incapacidade de aceitar um ‘não’ jamais podem ser tratados como justificativas para a violência. A impunidade se alimenta desse ciclo e pode custar vidas, por isso a resposta precisa ser firme, como aconteceu nesse caso”, destacou.

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