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Banco Central estuda interligar Pix com sistemas de pagamentos de outros países

Publicado em 11/08/2026 ás08:55

Adobe Stock

Foto: Adobe Stock

O Banco Central (BC) do Brasil estuda interligar o Pix com sistemas de pagamentos de outros países e com mecanismos multilaterais globais de pagamentos instantâneos. A medida tem o potencial de diminuir tarifas e ampliar o acesso a transações internacionais de forma rápida.

“Estão em discussão tanto interligações bilaterais como a participação em hubs multilaterais. Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos”, aponta o BC.

A agenda de novos produtos e funcionalidades foi divulgada no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025. O BC informou ainda que monitora os modelos de transações internacionais via Pix implementados por empresas nacionais e estrangeiras.

Entre as principais inovações previstas estão a possibilidade de realizar transações por aproximação offline (sem internet) e a implementação do Pix automático em substituição ao tradicional débito em conta.

Pix Crédito e Combate a Mensagens Ofensivas

O Banco Central também estuda a integração do Pix ao mercado de crédito, permitindo a utilização dos chamados “fluxos futuros de Pix” como garantias para financiamentos. A expectativa é que a solução contribua para reduzir o custo do crédito, especialmente para empresas com forte uso da ferramenta.

Em paralelo, a autarquia criou um grupo de trabalho para coibir o uso abusivo do campo de mensagens nas transferências, frequentemente utilizado para ofensas, ameaças ou intimidações associadas a valores irrisórios. O BC avaliará medidas regulamentares para cessar essa distorção.

Aprimoramento da Segurança e Antifraude

A instituição monetária prevê oito medidas para aprimorar a segurança das transações. Entre as mudanças da agenda de segurança está a criação de “critérios objetivos mínimos” para definir transações suspeitas de fraude, padronizando as regras que hoje variam entre as diferentes instituições financeiras.

O plano também engloba:

  • O desenvolvimento de um indicador de probabilidade de fraude em tempo real, baseado em inteligência artificial (machine learning), a ser integrado pelos bancos em seus sistemas.

  • A padronização obrigatória de alertas de fraudes.

  • A criação de um fluxo direto e automatizado entre instituições para troca de informações em bloqueios cautelares.

  • A ampliação de medidas cautelares, como a restrição no cadastro de novas chaves para empresas que coloquem o sistema em risco.

Repercussão Internacional

O Pix também ganhou destaque no cenário externo ao entrar na mira do governo dos Estados Unidos. A ferramenta foi citada pela Casa Branca como justificativa para o tarifaço de 25% contra parte dos produtos brasileiros, sob a alegação de que o mecanismo representaria uma “prática desleal” — argumento refutado pelo governo do Brasil.

Especialistas apontam que a reação norte-americana ocorre porque o modelo brasileiro desafia o controle financeiro tradicional de Washington sobre a infraestrutura de pagamentos, reduzindo a eficácia de eventuais pressões ou sanções econômicas sobre o país.

Fonte: Agência Brasil

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