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Polícia

Idoso reencontra irmãs após mais de 50 anos graças à Polícia Civil

Publicado em 10/09/2026 ás11:00

Polícia Civil/Divulgação

Foto: Polícia Civil/Divulgação

O aniversário de 67 anos de José Francisco Garcia Pessoa foi marcado por um reencontro esperado durante praticamente toda a vida. Nesta quarta-feira (9), ele pôde abraçar duas de suas irmãs em Florianópolis após décadas de separação, graças a um trabalho da Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD) da Polícia Civil de Santa Catarina. Com Jovelina Garcia Pessoa, de 60 anos, o abraço aconteceu mais de seis décadas após a última vez em que estiveram juntos.

A busca começou de forma inesperada no dia 1º de setembro, quando José Francisco passava em frente à DPPD, na Capital, viu a placa da unidade policial e resolveu entrar para pedir ajuda. O que ele não imaginava era que a equipe policial localizaria seus familiares em menos de dois dias.

Família separada pelo tempo

Natural de São José do Cerrito, José Francisco faz parte de uma família de 14 irmãos. A separação ocorreu ainda na adolescência, quando ele tinha 13 anos, após a morte da mãe em Lages dias depois do nascimento do filho mais caçula. Ao longo dos anos, os irmãos seguiram caminhos diferentes por diversos municípios catarinenses, além de outros estados. José fixou residência em Florianópolis, onde construiu família e vive com a esposa há 42 anos.

Após o primeiro atendimento prestado pela auxiliar administrativa Adriana Ventura Silva, o delegado titular da DPPD, Abel Mantovani Bovi, direcionou o caso para levantamentos nos sistemas da instituição. Os contatos foram localizados rapidamente e, após uma semana de conversas diárias por telefone, Jovelina (moradora de Balneário Camboriú) e Marta Garcia Pessoa, de 57 anos (residente em Navegantes), compareceram à delegacia.

"Saber que ele estava vivo me deu um alívio", destacou Jovelina, que havia recebido informações falsas no passado sobre o suposto falecimento do irmão. Marta, por sua vez, recordou-se de uma marca do passado: um acidente de trabalho na juventude que fizera José perder a ponta de dois dedos, detalhe que guardava na memória desde a infância.

A data festiva ainda foi marcada por coincidências: Adriana, que realizou o acolhimento inicial na DPPD, completou no mesmo dia 57 anos de idade, 11 anos de atuação na unidade e bodas de casamento, tornando o desfecho do caso ainda mais marcante para a equipe policial.

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