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Previsão do Tempo 16/09/2026 | 22:05

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Banco Central reduz a taxa básica de juros pela quinta vez seguida

Publicado em 16/09/2026 ás18:00

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Foto: Imagem ilustrativa

Apesar das tensões geopolíticas decorrentes da guerra no Oriente Médio e dos impactos do fenômeno climático El Niño, o Banco Central (BC) reduziu a taxa Selic pela quinta vez consecutiva. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa básica de juros da economia em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 13,75% ao ano — medida que já era aguardada pelo mercado financeiro.

Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic permaneceu em 15% ao ano, patamar que representava o maior nível em quase duas décadas. O ciclo de cortes foi retomado em abril em virtude da desaceleração da inflação oficial. No entanto, o agravamento do conflito internacional e o avanço do El Niño impõem novos desafios à atuação do colegiado.

Inflação e Metas

A Selic funciona como o principal instrumento do BC para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em agosto, o indicador registrou variação negativa de 0,32% — o menor nível em quatro anos —, influenciado pelo bônus tarifário de Itaipu nas contas de luz. Com isso, o índice acumulado em 12 meses recuou de 4,44% em julho para 4,22% no último mês.

O setor de alimentos também contribuiu para a contenção da alta de preços em agosto, apresentando retração de 0,34%. Contudo, analistas alertam que o avanço do El Niño poderá encarecer os produtos alimentícios nos próximos meses, pressionando a política monetária.

Pelo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, o índice central a ser perseguido pelo BC é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (permitindo variações entre 1,5% e 4,5%). Diferente do modelo anterior, a verificação ocorre mês a mês, considerando a inflação acumulada nos 12 meses precedentes.

Projeções do mercado reunidas no boletim Focus indicam que o IPCA deverá encerrar 2026 em 4,9%, patamar situado acima do teto da meta. Antes da escalada dos conflitos no Oriente Médio, as estimativas das instituições financeiras rondavam 3,95%.

Reflexos no Crédito e Crescimento

A redução da taxa básica de juros barateia o crédito, estimulando o consumo e a produção industrial, embora restrinja a capacidade da autoridade monetária de conter pressões inflacionárias.

Em seu último Relatório de Política Monetária, o BC elevou para 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Por outro lado, o boletim Focus aponta uma perspectiva ligeiramente mais conservadora por parte do mercado, com expansão estimada em 1,89% para o ano.

Fonte: Agência Brasil

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