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Previsão do Tempo 30/09/2026 | 18:46
Publicado em 30/09/2026 ás11:15
A sessão da Câmara de Vereadores de Videira foi suspensa na noite desta terça-feira (29) após a invasão e um bate-boca no plenário motivados pelo pronunciamento do vereador Sargento Manchein (MDB).
Durante o espaço de palavra livre, o parlamentar criticou o diretor do órgão de trânsito (Ortravi), Carlo Yago Machado, que ingressou com processos na Justiça contra ele. Em seu discurso, o vereador questionou a conduta moral de agentes públicos e utilizou um exemplo, que disse ser uma “suposição” sobre um caso envolvendo a arrecadação de recursos de rifa para fins particulares.
Após a fala, o diretor de trânsito invadiu a sessão e partiu em direção à tribuna, gritando exaltado contra o vereador por menções feitas a seu filho.
Durante a tentativa de contenção, um dos seguranças da Casa foi derrubado com um golpe de artes marciais. Apesar do clima de tensão e de gestos agressivos direcionados ao parlamentar, a situação foi controlada com a retirada do cidadão do plenário, sem mais registros de agressões físicas.
Posicionamento do Legislativo
Em nota oficial assinada pelo presidente Rogério Antonio Pezzini nesta quarta-feira (30), a Câmara de Vereadores de Videira manifestou seu repúdio aos fatos ocorridos no plenário. O Legislativo reafirmou que não compactua com condutas que comprometam o respeito, o diálogo e a segurança no ambiente institucional, informando que medidas estão sendo adotadas para reforçar a segurança e garantir que as atividades transcorram em ambiente adequado ao debate democrático.
A Administração Municipal lamentou profundamente o ocorrido e classificou como inaceitável a tentativa de agressão nas dependências da Câmara. Por meio de comunicado, a Prefeitura informou a instauração de um Processo Administrativo para apurar a conduta do servidor, assegurando o contraditório e a ampla defesa.
A gestão também criticou a utilização da tribuna para expor questões pessoais e atingir a honra de servidores, lembrando que o parlamentar responde a processo judicial decorrente de denúncia do Ministério Público envolvendo agentes de trânsito. Por fim, foi confirmado o afastamento médico do servidor para tratamento, reforçando que divergências devem ser tratadas por vias institucionais.
Assinada pelos advogados Júlio César Oltramari (OAB/SC 42.825) e Patricia Tomasi Hommerding Oltramari (OAB/SC 71.959), a manifestação jurídica de Carlos Yago Machado reconheceu a inadequação da reação do cliente, mas ponderou que a atitude não valida as acusações recebidas nem dispensa a apuração dos fatos anteriores.
A defesa apontou que a controvérsia envolve perseguição pessoal, ataques à honra e exposição de familiares, rechaçando o uso do mandato para retaliações. O texto esclarece que a arrecadação destinada a Pietro, filho de Yago, foi devidamente comprovada e arquivada, e menciona constrangimento vexatório em episódio anterior de revista pública. Por fim, os advogados destacaram as medidas cautelares impostas pelo Judiciário ao vereador e afirmaram que seguirão buscando a proteção da imagem da família.
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