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Previsão do Tempo 01/10/2026 | 07:48
Publicado em 30/09/2026 ás19:00
Dois homens envolvidos no assassinato e na ocultação do cadáver de Gilvan Nogueira da Silva, de 32 anos, foram condenados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Herval d'Oeste a penas superiores a 20 anos de reclusão em regime fechado. O crime ocorreu em agosto de 2024 em uma residência conhecida como “Casa do Roque”, no bairro São Jorge.
Na ocasião, após uma operação policial na região, os criminosos fugiram do imóvel e deixaram pertences para trás. Pouco depois, a vítima chegou ao local para adquirir entorpecentes e, aproveitando-se da ausência dos traficantes, furtou drogas e dois aparelhos celulares.
Quando retornaram ao imóvel, os traficantes passaram a interrogar um dos ocupantes da casa sobre os objetos sumidos, obrigando-o a cavar a própria cova. Pouco depois, Gilvan retornou para tentar trocar um dos celulares furtados por drogas. Reconhecendo o aparelho, os criminosos liberaram o primeiro homem e atraíram a vítima para o interior da residência.
A vítima foi interrogada, torturada e morta com aproximadamente 36 golpes de faca. Em seguida, os réus jogaram o corpo na cova que havia sido aberta momentos antes. Os restos mortais foram localizados cerca de duas semanas após o crime.

Foto: Polícia Civil/Divulgação
No julgamento, o Ministério Público sustentou que o homicídio foi cometido por motivo fútil e mediante tortura. Os jurados acolheram integralmente a tese da acusação: um dos réus foi condenado a 23 anos e um mês de reclusão, enquanto o outro recebeu pena de 20 anos e dois meses. Como já estavam presos preventivamente e devido à jurisprudência que autoriza a execução imediata das decisões do Tribunal do Júri, eles começaram a cumprir as penas logo após a leitura da sentença, sem o direito de recorrer em liberdade.
Imóvel na mira da Justiça
O local do crime, conhecido como “Casa do Roque”, é alvo de Ação Civil Pública ajuizada pelo MPSC que busca a demolição do imóvel. As investigações apontaram que a estrutura era utilizada por facções criminosas catarinenses e gaúchas para o tráfico e outros crimes graves, cenário evidenciado entre julho e agosto de 2024 com a prisão de diversos traficantes, além da apreensão de drogas, armas, dinheiro e até de um drone usado para monitorar a Polícia Militar.
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