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Publicado em 28/07/2014 ás14:20
Proprietários de terrenos lindeiros ao futuro lago da Pequena Central Hidroelétrica (PCH) Águas de Ouro protocolaram na última quinta-feira, dia 25, no escritório da FATMA, em Joaçaba, um documento sugerindo a impugnação da audiência pública realizada pela autarquia, no último dia 16 de julho, no auditório da Sulcredi, quando foi apresentado o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) do futuro empreendimento que será construído no Rio do Peixe, entre os municípios de Capinzal e Ouro.
Os confrontantes se reuniram na segunda-feira, dia 21, no plenário da Câmara de Vereadores de Ouro, para debater o assunto e definir as estratégias que serão adotadas a partir de agora em relação as indenizações e a outros temas afins com a empresa Águas de Oeste Geração Hidroelétrica S/A, responsável pela edificação da PCH.
O documento sugere à FATMA e à empresa concessionária a análise de 10 itens que vão desde a negociação coletiva – e não individual - das terras a serem inundadas, o aluguel – e não a venda - dos terrenos e a remarcação das áreas alagadas.
Contrariando o que foi apresentado na audiência pública, os proprietários dos terrenos lindeiros afirmam desconhecer o funcionamento da PCH, contestam a declaração de que área a ser alagada é composta por terrenos de baixo valor e reiteram a necessidade de uma discussão mais aprofundada com sobre o tema.
O grupo afirmou que é plenamente favorável a construção da PCH, mas quer garantias que os seus direitos constitucionais serão respeitados.
Empreendimento
A Pequena Central Hidroelétrica Águas de Ouro deve ser construída no Rio do Peixe, na comunidade de Linha Dambrós, entre os municípios de Capinzal e Ouro, pelo Consórcio Águas de Oeste Geração Hidroelétrica S/A, sediado em Chapecó.
Distante seis quilômetros do centro das duas cidades, o empreendimento terá capacidade para produzir energia ara abastecer uma cidade com até 80 mil habitantes.
O cronograma prevê o início das obras no segundo semestre de 2015 e o início das operações em 2017.
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