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Publicado em 05/09/2014 ás22:00
Os professores da rede municipal de ensino de Joaçaba estiveram reunidos em assembleia novamente na noite desta sexta-feira (05), onde a maioria decidiu por não realizar o protesto durante o desfile cívico do dia 07 de setembro. A posição da categoria se deve ao pedido de prazo de mais uma semana para que a administração possa fazer um estudo do impacto financeiro com reivindicação da nova tabela: piso nacional (R$ 1.697,00) ao professor com magistério, 40% sobre este valor aos que possuem graduação (R$ 2.375,00), mais 20% para os pós-graduados (R$ 2.850,00), 20% mestrado (R$ 3.421,00) e 20% doutorado (R$ 4.105,00).
“É uma demonstração de que a classe está mobilizada para avançar nas conquistas, para conseguir mudar o plano de cargos e salários”, avaliou Jorge Luiz Rosa, presidente do SITESPM (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal). “A categoria entendeu que temos uma negociação em curso, mas exige o cumprimento dos prazos, pois os valores devem ser incluídos na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) que vai a votação na Câmara de Vereadores até o dia 30 de setembro”, esclareceu o presidente otimista com o rumo das negociações. “Acredito que vamos avançar, que a administração municipal terá sensibilidade para aceitar a proposta”.
Jorge também comentou a nota oficial emitida pela Prefeitura nesta sexta-feira afirmando estar cumprindo os direitos com a classe. “Foi um posicionamento estranho. Não estamos questionando direitos, estamos buscando melhores salários em um município que tem um ensino de qualidade e um dos piores salários da região e do Brasil”, rebateu.
O presidente da Câmara de Vereadores, Francisco Lopes, acompanhou a assembleia e elogiou a posição dos professores. De acordo com ele, prevaleceu o bom senso, pois existe uma negociação. “É importante que eles sejam atendidos. É um movimento justo e esperamos que se chegue a um acordo sem prejuízos para os professores e para os alunos”, disse Chico elogiando também a postura do prefeito Rafael Laske que está negociando com a categoria.
A assembleia decidiu que caso o pleito não seja atendido, ou não exista uma contraproposta que agrade a maioria, os professores deverão realizar manifestos e até organizar uma greve geral.
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